Levantamento mostra quais são as grandes empresas nacionais e estrangeiras que detêm participações nos edifícios comerciais mais desejados de São Paulo, que têm até fila de espera.
A lista de prédios que simbolizam a região inclui o Birmann 32, o prédio da Baleia; o Faria Lima Plaza (sede da Uber e da Shoppe); e o Pátio Malzoni (sede do Google, do BTG e do Banco Master). O Birmann 32 foi incorporado pela Faria Lima Prime Properties, empresa que tem como maior acionista o Grupo Partage, holding imobiliária da família Baptista. O edifício de 25 andares foi concluído em 2020 e tem cerca de 50 mil m², com tamanho médio da laje de 1.882 m².
O Grupo Partage, do empresário Ricardo Baptista, um dos sócios do grupo farmacêutico Aché, apostou na Faria Lima quando ainda era uma região comercial em desenvolvimento e hoje colhe os frutos. Com 51% do prédio da baleia, o grupo tem participações majoritárias também nos edifícios Birmann 29 e 31, além de ter parcela do Faria Lima Square junto com a Brookfield.
Baptista diz que a empresa tem porcentuais até mais elevados do que os que aparecem no ranking da JLL por ter participações em outros negócios que detém parcelas dos prédios. Segundo ele, no Birmann 29, a participação é de 57%.
Para Baptista, o Plano Diretor estimula mais o desenvolvimento de prédios residenciais do que comerciais, o que contribui para o aumento de preços de aluguéis nos edifícios existentes na Faria Lima.
Um dos desafios principais da região é a necessidade de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Esses créditos construtivos são vendidos em leilões da Prefeitura, com arrecadação destinada a obras públicas. Porém, há diferença do quanto é preciso para construir edifícios residenciais e comerciais, fora que o Cepac na região é raridade.
“Quando você vai construir o prédio, você precisa comprar o Cepac. Enquanto um metro quadrado do residencial você precisa comprar 0,8 Cepac, no comercial você precisa comprar 1,5 Cepac”, afirma Baptista ao Estadão. No último leilão de Cepacs feito pela Prefeitura, cada um custava R$ 17,6 mil.
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