Para o ano, a meta é atingir Ebitda das operações continuadas de R$ 3,05 bilhões, com alta de 15%, e lucro líquido de R$ 1,85 bilhão, o que embute crescimento de 8%
Por Stella Fontes, Valor — São Paulo
28/07/2023 12h45 Atualizado há uma hora
A farmacêutica Hyperaestá no caminho para entregar as projeções de resultados em 2023, disse o presidente da companhia, Breno Oliveira. Para o ano, a meta é atingir resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) das operações continuadas de R$ 3,05 bilhões, com alta de 15%, e lucro líquido de R$ 1,85 bilhão, o que embute crescimento de 8%.
“A Hypera segue com iniciativas para redução de estoques e, no médio prazo, o foco é combinar crescimento sólido da receita líquida com rentabilidade”, afirmou, em teleconferência com analistas para comentar o balanço do segundo trimestre.
No intervalo, destacou o executivo, a expansão da receita líquida e do Ebitda levou a companhia a registrar a maior geração operacional de caixa para um segundo trimestre, de R$ 578,1 milhões. “Seguimos ampliando nosso portfólio com produtos e marcas importantes e lançamento em todas as unidades de negócios”, acrescentou.
Em relação à margem bruta, que teve leve queda de 0,5 ponto percentual na comparação anual, para 63,2%, o diretor de Relações com Investidores da Hypera, Adalmario Couto, indicou que a parada na fábrica de Anápolis (GO) em abril afetou negativamente o desempenho no intervalo, mas o impacto foi pontual.
Diante da apreciação cambial, explicou o executivo, a expectativa é de contribuição positiva na margem bruta mais a frente. Neste momento, a farmacêutica, que tem cerca de 40% dos custos atrelados a moeda estrangeira, está mantendo sua política de hedge e a valorização do real ainda não deve transitar pela linha de custos, em função dos estoques.
“Numa simulação, considerando um câmbio de R$ 4,80 e manutenção dos demais fatores nos níveis atuais, haveria um impacto [positivo] de mais ou menos um ponto percentual na margem bruta”, comentou.
Segundo Couto, a companhia prevê internalizar a produção de toda a linha Buscopan, adquirida da Boehringer Ingelheim no fim do ano passado, até dezembro, enquanto as marcas compradas da Sanofi devem ser internalizadas em 2024 — no caso do portfólio comprado da Takeda, a previsão é 2025. Até lá, Sanofi e Takeda seguirão produzindo para a Hypera as marcas adquiridas.
Na teleconferência, o presidente da farmacêutica destacou ainda a chegada de dois novos membros independentes para seu conselho de administração, em linha “com a estratégia de busca constante de evolução da governança da companhia”.
Em assembleia realizada no segundo trimestre, os acionistas da Hypera aprovaram as indicações de Eliana Chimenti, sócia da Machado Meyer, Sendacz e Opice Advogados, e de Mauro Cunha, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), ao colegiado.
A companhia prevê internalizar a produção de toda a linha Buscopan.
Fonte: Valor Econômico