O assessor especial do presidente também argumenta que a política fiscal ativa da União Europeia durante a pandemia é uma evidência de que houve reconhecimento do papel do Estado e do investimento público.
“Há o desejo de preservar alguma capacidade do Estado de preservar indústrias, por exemplo, de saúde. Brasil não pode ficar dependendo de importação nisso.”
Lula reiterou em seus discursos sua visão dos termos sobre compras governamentais que constam no texto do acordo, cujo texto final foi negociado durante o governo Michel Temer. O presidente costuma usar como exemplo que, preservando as compras governamentais pelo Estado, o Brasil poderia incentivar uma indústria farmacêutica nacional que suprisse medicamentos ao SUS.
“Brasil não tem capacidade industrial se tiver que fazer em larguíssima escala. Não pode depender, porque cada um trata do seu”, disse Amorim, complementando que “há um desejo de reindustrialização. Não é uma repetição do modelo antigo, mas mais adequada ao meio ambiente, ao clima. Isso tem que ser com algum apoio do Estado”.
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