As estratégias da EMS para o rebranding milionário de Gerovital

A farmacêutica EMS está investindo R$ 60 milhões para o rebranding da marca Gerovital, suplemento vitamínico voltado para pessoas a partir dos 45 anos. O montante será direcionado todas as estratégias comerciais e de marketing, vão desde a adequação produto ao novo público-alvo até as ações de comunicação.

De acordo com Cínthia Ribeiro, diretora comercial e de marketing da unidade de marcas da EMS, o orçamento é um dos maiores e mais completos direcionados para um único produto. Sendo assim, a expectativa da farmacêutica é alcançar um faturamento de R$ 100 milhões apenas neste ano e impactar 26 milhões de pessoas.

A executiva explica que o plano foi investir nos atributos do novo Gerovital em relação aos concorrentes do segmento. “O mercado está seguindo um movimento de commodity, com preços e marcas baratas, sem nenhum diferencial. O nosso desafio é criar uma subcategoria entre as vitaminas, que é da energia, para consumidores que buscam um produto ligado à saúde física e mental”, ressalta.

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Mundo do livre comércio não existe mais, diz Celso Amorim

O assessor especial do presidente também argumenta que a política fiscal ativa da União Europeia durante a pandemia é uma evidência de que houve reconhecimento do papel do Estado e do investimento público.

“Há o desejo de preservar alguma capacidade do Estado de preservar indústrias, por exemplo, de saúde. Brasil não pode ficar dependendo de importação nisso.”

Lula reiterou em seus discursos sua visão dos termos sobre compras governamentais que constam no texto do acordo, cujo texto final foi negociado durante o governo Michel Temer. O presidente costuma usar como exemplo que, preservando as compras governamentais pelo Estado, o Brasil poderia incentivar uma indústria farmacêutica nacional que suprisse medicamentos ao SUS.

“Brasil não tem capacidade industrial se tiver que fazer em larguíssima escala. Não pode depender, porque cada um trata do seu”, disse Amorim, complementando que “há um desejo de reindustrialização. Não é uma repetição do modelo antigo, mas mais adequada ao meio ambiente, ao clima. Isso tem que ser com algum apoio do Estado”.

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Philip Morris abandona meta de US$ 1 bilhão para negócios de saúde

A Philip Morris International Inc. (PMI) abandonou a meta de obter pelo menos US$ 1 bilhão em receita com produtos de saúde e bem-estar no próximo ano, após contratempos em empresas adquiridas no setor.

A empresa de tabaco construiu uma unidade de saúde e bem-estar em torno das compras da fabricante britânica de inaladores Vectura Group Plc e da Fertin Pharma, produtora de um auxiliar para parar de fumar.

Mas, nesta quinta-feira, a PMI disse que teve de assumir prejuízo (impairment) de US$ 680 milhões após testes clínicos malsucedidos de um produto de aspirina inalável. Também teve desenvolvimento mais lento do que o esperado de outros produtos.

A PMI pagou mais de US$ 1 bilhão pela Vectura e cerca de US$ 820 milhões pela Fertin em 2021. Os cientistas da Vectura enfrentaram uma reação negativa após a aquisição, com a empresa sendo expulsa de uma conferência médica devido ao seu vínculo com a indústria do tabaco.

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