Genérico e estética vão alavancar vendas da Cimed

Depois de ver a receita líquida avançar 22,5% em 2022, para R$ 1,94 bilhão, a Cimed quer seguir crescendo o dobro do mercado neste ano, com uma estratégia que combina mix de vendas de maior valor e aposta reforçada em medicamentos genéricos, que já são relevantes em seu portfólio, e estética, uma das novidades a caminho.

Terceiro maior do setor em volume de vendas, o grupo vai acelerar o lançamento de novas moléculas, especialmente em sistema nervoso central, e estrear em ácido hialurônico, com foco em clínicas e consultórios. “Seguimos com o plano de lançar no mínimo 50 produtos”, diz o presidente e sócio da farmacêutica, João Adibe Marques.

A linha de ácido hialurônico chegará a mercado no segundo semestre, com foco em estética – o ativo tem sido cada vez mais usado para preenchimento e sustentação da pele. “Vamos testar o mercado de clínicas e consultórios com essa linha, que vai ser uma grande alavanca de resultados”, avalia o executivo.

Até agora, o foco da Cimed esteve em crescimento orgânico, tanto de capacidade industrial quanto de portfólio. O recente investimento de R$ 300 milhões em uma nova fábrica preparou o grupo para acelerar o lançamento e a produção de novos medicamentos. Mas, com a musculatura que os negócios têm hoje – a meta para 2023 é chegar a R$ 3 bilhões de receita bruta -, aquisições, de linhas de produtos ou de outras empresas, ganham sentido estratégico.

Veja mais

Até 2035, país pode ter 1 em cada 3 crianças com obesidade

O Brasil pode ter até um terço das suas crianças e adolescentes vivendo com obesidade até 2035, segundo o Atlas Mundial da Obesidade.

Os dados existentes até 2020 mostram que aproximadamente 12,5% das meninas no país são obesas, enquanto a taxa vai para cerca de 18% nos meninos. Até 2035, porém, esses índices podem chegar a 23% e 33%, um aumento de 84% e 83,3%, respectivamente.

Em relação aos adultos, os dados também são preocupantes: até 2035, 4 em cada 10 adultos (41%) no Brasil podem ter obesidade, indica o levantamento.

Veja mais

Covid: substância reduz pela metade risco de internação

Uma pesquisa feita principalmente no Brasil observou que um medicamento teve sucesso em reduzir pela metade os riscos de hospitalização em casos de Covid-19. Queda na carga viral e redução nos riscos de morte foram outros resultados positivos observados no estudo.

Publicado no New England Journal of Medicine, o artigo é assinado por pesquisadores do Brasil e Canadá, países onde a pesquisa ocorreu. O estudo investigou o interferon lambda peguilado, uma substância ainda sem autorização para uso comercial no Brasil.

Gilmar Reis, primeiro autor do artigo e professor adjunto da PUC-Minas, explica que os interferons, proteínas que atuam na defesa do organismo, são produzidos naturalmente para combater diferentes infecções.

Um desses tipos de interferon é o lambda, cuja ação é voltada em especial para a defesa de infecções nas vias aéreas e no tubo digestivo. Essas regiões coincidem com os alvos principais do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid-19.Partículas do vírus Sars-Cov-2 isoladas de paciente em laboratório em Maryland, nos Estados Unidos – Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas/AFP

Veja mais