Cimed busca espaço no setor de estética com linha Milimetric Pro

Buscando conquistar um espaço no mercado de procedimentos estéticos, a Cimed lançou a linha Milimetric Pro. Atualmente, o ativo conta com um portfólio completo de preenchedores injetáveis à base de ácido hialurônico e, nos próximos anos, também contemplará bioestimuladores de colágeno, fios de PDO e toxina botulínica

Em função da complexidade e dos riscos que envolvem os procedimentos estéticos para os quais o produto foi desenvolvido, a linha Milimetric Pro é direcionada a profissionais de saúde habilitados para a realização das intervenções, como médicos, dentistas, biomédicos, farmacêuticos, fisioterapeutas e enfermeiros que possuem especialização em estética.

Durante o processo de desenvolvimento, que levou dois anos e meio entre a preparação e o lançamento, a Cimed buscou parcerias com players do setor na Coreia do Sul. O país asiático é o principal polo de tecnologia em estética no mundo. Com o ingresso no setor, a farmacêutica almeja aumentar o faturamento em R$1 bilhão nos próximos 5 anos.

Na próxima sexta-feira (26), a Cimed realiza em São Paulo o Milimetric Experience, evento imersivo com a presença de especialistas no setor de estética e workshops para a demonstração do potencial da nova linha.

Além da linha profissional, a empresa também lançou uma linha de dermocosméticos para cuidados com a pele voltada para o consumidor final – o Milimetric Skincare. O portfólio conta com cinco produtos dedicados à rotina de cuidados com a pele.

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O problema é que tudo indica que, depois desse longo período de crescimento, estamos entrando em uma ressaca que deve afetar o resultado por alguns trimestres (pelo menos).

Uma queda nas vendas de medicamentos já era esperada com o fim da pandemia. O que ninguém esperava é que o inverno de 2023 seria o mais quente dos últimos 60 anos, e que isso faria os casos de gripe e as vendas desabassem. Desta vez, a maior participação de antigripais nos resultados da Hypera pesou, e fez o sell-out (venda para o consumidor final) despencar.

Isso já seria ruim, mas há um outro ponto importante. Como normalmente acontece, as farmácias tendem a aumentar os pedidos antes dos reajustes (abril) e antes da temporada de gripe, que não veio em 2023.

Esse descasamento entre aumento nos pedidos das farmácias (sell-in) e queda das vendas na ponta final (sell-out) sugere estoques acima da média nas farmácias neste momento, o que deveria levar algum tempo para normalizar, especialmente se o inverno de 2024 não trouxer aumento nos casos de gripe. Até lá, é provável que as vendas da Hypera continuem afetadas.

Ainda sobre os próximos trimestres, com a inflação dentro da meta em 2023, é provável que o próximo reajuste de medicamentos (CMED) seja bastante modesto e não provoque grandes antecipações de pedidos pelas farmácias que queiram se proteger da alta, um fator que costuma ajudar no início do ano.

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