Ozempic: Impacto na economia brasileira revelado em novo relatório

demanda pela semaglutida é tão alta não só no Brasil, como ao redor do mundo, que o princípio ativo está na lista de drogas em falta mantida pela Food & Drug Administration (FDA), agência reguladora equivalente à Anvisa nos Estados Unidos.

No Brasil, hoje, uma caixa de Ozempic custa em torno de R$ 1.000 nas principais redes de varejo, mas o preço pode chegar a até R$ 1.280,87, conforme estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), sendo que cada caixa dura aproximadamente um mês. O valor máximo do remédio é uma fatia de 90% do salário mínimo brasileiro, hoje em R$ 1.421.

Com a queda da patente, o dono dela, neste caso a farmacêutica Novo Nordisk, não tem mais o direito exclusivo de produzir o medicamento. Outros laboratórios, desde que autorizados pela Anvisa, podem passar a fabricar remédios genéricos, que chegam a custar até 50% do preço do fármaco de referência.

Mais baratos e, consequentemente, acessíveis a parcelas maiores da população, a expectativa dos analistas da Ace Capital é que o Ozempic e seus genéricos se tornem ainda mais populares no país.

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Cappelli cobra mais eficiência de agências regulatórias durante posse da ABDI

Em discurso realizado durante o evento, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, já tinha defendido a importância de atuação mais célere das agências regulatórias.

“Têm R$ 17 bilhões parados em investimentos na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, disse, sugerindo a contratação de “pareceristas” para acelerar o processo de avaliação de medicamentos.

Classificada juridicamente como um serviço social autônomo, a ABDI tem o objetivo de “promover e executar ações voltadas ao desenvolvimento industrial”. Parte dos recursos da agência vem da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). O volume crescerá neste ano com parte da receita da taxação de apostas virtuais. Mas há também contratos com governo federal e empresas, como a própria Petrobras. Atualmente, a agência tem orçamento anual de aproximadamente R$ 140 milhões e cerca de 80 funcionários.

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