Venda de açõe pode garantir R$ 21 bilhões aos cofres de farmacêutica

A venda de ações na Haleon possibilitará que a Pfizer some US$ 4,27 bilhões (cerca de R$ 21,3 bilhões) aos seus cofres. Segundo a empresa de saúde do consumidor, a gigante farmacêutica reduzirá sua participação no negócio. As informações são do Valor Econômico.

Os norte-americanos possuíam 32% dos papéis da companhia e, após a transação, ainda manterão 22,6%, além da disposição de mais de 790 milhões de ações do grupo.

Os papéis comercializados pelo laboratório tiveram um valor 7% menor do que o de fechamento do mercado na última sexta-feira, dia 15, sendo vendidos por 308 pence cada (cerca de R$ 19,59).
Em 2019, a GSK se fundiu com a área de saúde do consumidor da Pfizer, dando origem a uma joint venture que, em 2022, se tornaria uma empresa a parte, com listagem própria na bolsa de valores londrina.

Diferente da farmacêutica britânica, que já vinha diminuindo sua participação, os norte-americanos venderam suas ações apenas agora, com o objetivo de maximizar os ganhos para seus acionistas.

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Bolsa de valores dos EUA está no radar da Blau

Descontente com seus resultados na Ibovespa, a Blau Farmacêutica coloca sua mira na Nasdaq, a bolsa de valores dos EUA. Quem revelou esse ousado plano foi Marcelo Hahn, CEO e controlador da indústria, em entrevista ao Brazil Journal.

Em abril de 2021, quando registrou seu IPO, a farmacêutica negociava os papéis por um valor 70% superior ao atual. Para o executivo, o “imediatismo” dos investidores nacionais explica a desvalorização.

“No Exterior, as gestoras que investem em biotechs têm uma avaliação muito diferente da forma como a avaliação é feita aqui. No Brasil, é muito em cima do resultado de curto prazo. Os analistas não conseguem colocar nossa visão de longo prazo na tese de investimento”, afirma.

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BRCann quer mais prazo para estudos sobre eficácia de canabinoides

A BRCann quer ampliar o prazo para apresentar os estudos sobre eficácia de canabinoides junto à Anvisa, segundo reportagem do JOTA. A associação – que reúne empresas especializadas no desenvolvimento, produção e distribuição de insumos e produtos à base de cannabis – afirma que pandemia trouxe dificuldades para cumprimento de cronograma.

“Com as dificuldades provocadas pela pandemia, muitas das atividades tiveram o planejamento prejudicado e, diante das dificuldades, muitos dos trabalhos de pesquisa estão em atraso”, explica Bruna Rocha, diretora executiva da entidade.

Caso nenhuma alteração seja realizada, um produto já teria a autorização sanitária em 2025.

De acordo com dados da associação, até dezembro de 2023, 26 apresentações de produtos haviam recebido autorização sanitária da Anvisa. Ainda de acordo com a entidade, o mercado movimentou em 2023 cerca de R$ 150 milhões em vendas de farmácias, um aumento de 119% em comparação com 2022. Ano passado, foram comercializadas 356,6 mil unidades do produto.

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Governo usa BNDES em busca de medicamentos inovadores

O BNDES será o propulsor de financiamentos que fortalecerão a indústria farmacêutica na busca por medicamentos inovadores. Essa será a estratégia utilizada pelo governo Lula, já em execução. As informações são da Folha de S. Paulo.

A Althaia, por exemplo, recebeu nesta semana R$ 141 milhões do banco de desenvolvimento, o segundo crédito liberado à indústria em 2024. Tais aportes visam evitar um possível desabastecimento de remédios, como ocorrido durante a pandemia.

“São R$ 5 bilhões destinados à inovação”, explica o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior, José Luis Gordon. Também segundo ele, essa mudança de comportamento se deve a nova política industrial do poder público federal.

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Indústria farmacêutica investe milhões em viagens, presentes e jantares para médicos no Brasil

A indústria farmacêutica gasta milhões de reais todo mês para bancar viagens, palestras e jantares de médicos no Brasil. Em alguns casos, paga até presentes para consultórios, como cadeiras, televisores e aparelhos de ar condicionado.

Em Minas Gerais, a indústria da saúde desembolsou cerca de R$ 200 milhões com médicos do estado entre 2017 e 2022. 70% do valor foi destinado a apenas 3% dos profissionais do estado. Dez médicos foram beneficiados com mais de R$ 1 milhão cada um.

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