UPAs reduzem tempo de diagnóstico e tratamento de infarto

O uso da telemedicina para apoiar UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) pelo país tem conseguido reduzir o tempo do diagnóstico e do início do tratamento do infarto agudo do miocárdio e também já dá sinais de queda da mortalidade.

Um levantamento feito em 30 unidades mostra uma redução de 75% do tempo de realização do eletrocardiograma em uma pessoa que chega com dor torácica e outros sinais de infarto às unidades: de 55 minutos, em média, para 14 minutos. O preconizado são dez minutos.

Já entre a chegada do paciente com sintomas e o início da medicação passou de 130 para 57 minutos (queda de 56%). O ideal são 30 minutos. Em média, 80% dos pacientes avaliados receberam remédios indicados em casos de síndrome coronariana aguda, como ASS, clopidogrel, heparina e estatinas. A meta é que 85% recebam.

A iniciativa é financiada pelo Ministério da Saúde e realizada por dois hospitais de São Paulo, o Hcor e a BP (A Beneficência Portuguesa de São Paulo), por meio do programa Proadi-SUS, financiado com recursos de imunidade tributária concedida a instituições filantrópicas de excelência.

A realidade de muitas unidades pelo país, porém, é bem diferente. “A maioria ainda não tem o trombolítico, a medicação que vai abrir o vaso sanguíneo. Também há uma insegurança dos médicos em usá-lo”, explica a cardiologista Camila Rocon, coordenadora pelo projeto no Hcor.

No infarto, o trombolítico funciona de duas maneiras: ajuda a dissolver os coágulos que estão bloqueando as artérias, permitindo que o sangue circule pelo corpo, e também facilita a reparação e recuperação do músculo cardíaco afetado. Quanto mais rápido a medicação for iniciada, maiores as chances de reduzir as sequelas e prevenir complicações futuras.

Cada frasco do medicamento custa em torno de R$ 7.000. Dependendo do paciente, são necessários dois frascos. O alto custo é uma das justificativas para o desabastecimento nas UPAs.

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Obesidade: remédio reduziu em 24% o peso de participantes

Um remédio para tratar a obesidade foi responsável pela queda de 24% do peso das pessoas que participaram de um estudo com a substância, que teve os resultados divulgados nesta segunda (26).

A pesquisa ainda é preliminar, mas é um indicativo de que a droga pode ser uma nova ferramenta no controle da massa corporal entre pacientes com excesso de peso.

O artigo, publicado na revista The New England Journal of Medicine, investigou a retatrutide. A droga simula a ação de três hormônios que já são estudados pelos efeitos de diminuir o apetite e de auxiliar na maior queima de calorias. Uma dessas substâncias é o GLP-1, que manda sinais ao cérebro de saciedade. Além dele, a retatrutide é composta pelos GIP e GCC.

O novo estudo foi financiado pela farmacêutica Eli Lilly, que também desenvolve a droga. A amostra da pesquisa foi de 338 adultos com IMC (Índice de Massa Corporal) de no mínimo 30, número já considerado obesidade. Outra possibilidade era a pessoa contar com o índice no nível 27 unido a alguma condição associada a obesidade.

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Vendas da PrEP na Blanver triplicam em 2023

A média de vendas da PrEP – Proxilaxia Pré-Exposição ao HIV mais que triplicou em 2023, segundo indicadores da Blanver Farmoquímica e Farmacêutica.

Essa alternativa terapêutica, disponível tanto na rede pública como também em farmácias, vem se firmando como uma estratégia eficiente para prevenir novos casos, combinada a práticas sexuais mais seguras.

Entre janeiro e março deste ano, o laboratório de capital 100% brasileiro comercializou 10,9 milhões de comprimidos. A média mensal de 3,64 milhões de comprimidos é 234% superior à contabilizada nos últimos três anos.

Para absorver essa crescente demanda, a farmacêutica aumentou o ritmo de produção em 77% no primeiro trimestre, com 5,7 milhões de comprimidos saídos da planta fabril situada em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo.

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