Nova fábrica da Hemobrás reforça debate sobre insumos farmacêuticos

A nova fábrica da Hemobrás, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, inaugurada no último dia 4, reforçou um antigo debate: a autossuficiência nacional quando o assunto são os insumos farmacêuticos. As informações são do Corrreio Braziliense.

Apesar de acreditarem no potencial da indústria farmacêutica, os especialistas ressaltam o tamanho do desafio para atender a 100% da demanda local. Atualmente, apenas 5% desse total vem daqui, segundo a Abiquifi.

De acordo com o secretário de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos do ministério da Saúde, Carlos Gadelha, os gastos com importação cresceram durante a pandemia e não retornaram ao registrado anteriormente.

“Só na pandemia, as importações aumentaram em US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). Estamos importando um patamar de US$ 23 a 25 bilhões (entre R$ 115 e R$ 125 bilhões) por ano”, afirma.

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Projeto restringe uso de dados médicos por farmácias

O uso dos dados médicos referentes aos profissionais prescritores é o foco do Projeto de Lei (PL) 330/24.

O texto prevê que farmácias e farmacêuticos não poderão usar os dados presentes em receitas, pedidos de exames e laudos sem o consentimento dos médicos, que poderá ser concedido no próprio documento. As informações são da Câmara dos Deputados.

O PL em análise na casa equipara esses dados aos relativos aos do paciente, que já são de uso restrito com base no consentimento.

Segundo Gilberto Abramo, do Republicanos-MG e autor do projeto, as farmacêuticas se utilizam dessas informações para fazer propaganda médica.

Para ele, com o consentimento, “não há impedimento à livre iniciativa ou uma burocratização e aumento de ineficiência nos processos”, argumenta. Tramitando em caráter conclusivo, o projeto ainda será analisado nas comissões de Saúde, Constituição e Justiça e Cidadania.

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