Eli Lilly tem queda no lucro no 1º trimestre, mas supera estimativa de receita

A Eli Lilly registrou lucro líquido de US$ 1,35 bilhão no primeiro trimestre de 2023, queda de 29% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita caiu 11% em base anual, para US$ 6,96 bilhões.

O lucro ajustado por ação chegou a US$ 1,62, abaixo do consenso da FactSet de US$ 1,73, enquanto a receita superou a projeção de US$ 6,864 bilhões.

Segundo a empresa, a queda nas vendas foi impulsionada por um declínio de US$ 1,47 bilhão na receita de anticorpos de covid-19. Excluindo este item, a receita no primeiro trimestre aumentou 10%, diz.

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IGP-M tem queda de 0,95% em abril, aponta FGV

“Os preços de importantes commodities para o setor produtivo seguem em queda. Soja (-9,34%), milho (-4,33%) e minério de ferro (-4,41%), abrem espaço para descompressão dos custos de importantes segmentos varejistas favorecendo a chegada desses efeitos nos preços ao consumidor. O IPC, ainda que esteja registrando desaceleração, segue pressionado pelos reajustes de preços administrados, como gasolina (2,39%), energia (1,31%) e medicamentos (2,02%). Além disso, os serviços livres também persistem com inflação em elevado patamar. Entre os itens deste segmento, vale destacar o aluguel residencial com alta de 1,31% em abril”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre.

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Sanofi tem lucro estável e alta de vendas no primeiro trimestre

A farmacêutica francesa Sanofi reportou lucro líquido de 2 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2023, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita subiu 5,7% em base anual, para 10,22 bilhões de euros.

Analistas consultados pela FactSet esperavam lucro líquido de 1,9 bilhão de euros e vendas de 10,50 bilhões de euros. As vendas de vacinas aumentaram 15,2%, refletindo a recuperação de doses de reforço e viagens e embarques de vacinas de covid-19 na Europa, diz a empresa.

“Começamos 2023 com resultados robustos, entregando um crescimento de vendas de dois dígitos em nossas especialidades de cuidados, vacinas e consumo”, nota o diretor-presidente, Paul Hudson, em comunicado.

Segundo ele, o medicamento para alergia mais vendido da Sanofi, o Dupixent, está a caminho de atingir o objetivo de vendas de 10 bilhões de euros para este ano.

Para 2023, a Sanofi reiterou suas projeções, e espera que o lucro por ação cresça um dígito baixo a taxas de câmbio constantes, exceto grandes eventos adversos imprevistos. A expectativa é de que o câmbio impacte o lucro de forma negativa em entre 5,5% a 6,5%, diz a empresa.

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UE apresenta proposta para alterar regras do mercado de medicamentos do bloco

A União Europeia (UE) divulgou nesta quarta-feira uma proposta de reforma no mercado de medicamentos do bloco para que eles se tornam mais baratos, mais disponíveis, com foco especial na produção de antibióticos, que a UE quer aumentar para baratear o produto.

Uma das principais propostas da Comissão Europeia é reduzir o número de anos que um medicamento pode ter exclusividade de produção no mercado europeu – o período antes da entrada de genéricos no mercado – de 10 para oito anos.

A proposta também visa diminuir risco de desabastecimento de medicamentos no mercado europeu, com a exigência de que as empresas notifiquem sobre possíveis desabastecimentos com antecedência e apresentem planos de prevenção de desabastecimento.

A Comissão Europeia planeja elaborar uma lista de medicamentos críticos que precisarão ser estocados pelos fabricantes.

O pacote inclui ainda uma proposta de sistema de licenciamento compulsório para permitir o controle da fabricação de vacinas e medicamentos durante emergências de saúde pública. O licenciamento compulsório permite que um governo obrigue um fabricante de medicamentos a compartilhar com outras empresas a propriedade intelectual e o conhecimento técnico de um determinado produto por uma taxa, para que possam produzi-lo, de modo a elevar a oferta e eventualmente reduzir custos.

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O que diz a ciência sobre remédios naturais para dormir

No entanto, também há trabalhos acadêmicos que afirmam que vários desses e outros ingredientes afetam uma substância química no cérebro, o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico, mais conhecido como GABA (sigla em inglês).

Em um dos receptores de GABA pode “ter um efeito inibitório, e haverá sedação em partes do sistema nervoso central”, explicou à BBC James Coulson, professor de farmacologia clínica, terapêutica e toxicologia na Universidade de Cardiff, no País de Gales.

Então, se os ingredientes desses remédios para dormir pudessem fazer isso, eles seriam a varinha mágica que te ajudaria a pegar no sono.

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‘Foi mal, tava doidão’: redes reagem a depoimento de Bolsonaro à PF

“Zolpidem”, um medicamento indicado para a insônia, também ficou entre os assuntos do momento, apesar de não ter sido citado pela defesa. Relatos de jovens que sofrem de efeitos colaterais pelo uso do remédio se espalham pelas redes sociais, e publicações no Twitter associam publicação do ex-presidente a ele.

Uma postagem no Twitter diz que, caso a justificativa “envolvendo o Zolpidem funcione, haverá uma corrida de bolsonarista para psiquiatra para pegar atestado médico”. Em trocadilho com o nome do fármaco e do ex-presidente, um perfil chama Bolsonaro de Zolpinaro.

“Mais um efeito colateral do Zolpidem: incitar um golpe de Estado.”

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