Venture capital ensaia retomada mais racional

Depois do “boom” de investimentos em empresas de tecnologia, os fundos VCs passaram a remarcar os valores das startups. Desde então, parte das companhias passou por rodadas de captações via ações em que tiveram queda em sua avaliação (os chamados “down rounds”). Outras buscaram se financiar por dívidas (“venture debt”). Uma parcela busca reestruturação financeira para evitar recuperação judicial.

Foi o caso da JustForYou, que tem a farmacêutica Eurofarma, por meio de seu fundo de investimento Neuron, como uma das investidoras e maior credora. A “beautytech”, que trabalha com cosméticos especializados para cabelos, entrou em recuperação judicial em julho com dívidas de R$ 26 milhões. A companhia informou que está em conversas com investidores de venture capital e de “special situations” [voltados a ativos em dificuldades] para apresentar solução aos seus credores.

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Mundo enfrenta uma ‘pandemia silenciosa’ de superbactérias

A resistência antimicrobiana (AMR, nas iniciais em inglês) – que abrange todos os micróbios, e não apenas as bactérias, combatidas por antibióticos – é às vezes mencionada como sendo uma “pandemia silenciosa”. Patógenos resistentes mataram 1,26 milhão de pessoas em 2019, segundo análise publicada na revista médica “The Lancet”. “Toda a medicina contemporânea é baseada na capacidade de controlar doenças infecciosas. Se não conseguirmos controlar a infecção, não poderemos ministrar quimioterapia, fazer cirurgias invasivas e um parto prematuro torna-se muito mais desafiador e arriscado”, diz Stokes.

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Medicamentos genéricos podem ter 40% de share, diz entidade

De acordo com a PróGenéricos, o crescimento para esses medicamentos no primeiro trimestre deste ano foi de 3,67%, enquanto os remédios tradicionais apresentaram uma retração de 0,64%.

Para o presidente, o preço é um dos motores para o resultado. “(O preço) É pelo menos 35% menor (do que o preço dos medicamentos de referência), por lei, mas, em alguns casos, pode chegar a custar 80% menos”, afirma.

E essa economia não é benéfica apenas para o público final. “Isso proporciona economia ao SUS, um comprador dos nossos medicamentos. Há também um ganho indireto: quem tem acesso a mais medicamentos, recorre menos ao SUS”, aponta Vicente.

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JCP sem urgênciaXP Política

De qualquer forma, o movimento desta terça-feira apenas reforça o nosso cenário de que, dentre as propostas recentes sobre renda, o JCP é o que deve ter discussão mais complicada. A decisão pelo envio na semana passada foi tomada, basicamente, para que a previsão de receitas com a medida pudesse constar no PLOA. Até mesmo na equipe econômica há visões de que o instrumento deveria ser reformado, em vez de extinto.

Assim, mantemos a visão de que há dois caminhos possíveis: a aprovação do projeto com alterações relevantes no sentido de uma suavização, com exceções e prazos de transição; ou o adiamento de sua discussão para um segundo momento, junto com a reforma mais ampla de lucros e dividendos, a partir do próximo ano. Hoje, essa segunda hipótese parece a mais provável e conta com defensores inclusive no time econômico.

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Lula pede retirada de urgência para projeto que acaba com juros sobre capital próprio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao Congresso Nacional a retirada da urgência pedida ao Projeto de Lei nº 4.258, de 2023, que acaba com o Juros sobre Capital Próprio (JCP) a partir de 2024.

“Solicita ao Congresso Nacional que seja considerada sem efeito, e, portanto, cancelada, a urgência pedida para o Projeto de Lei nº 4.258, de 2023, enviado ao Congresso Nacional por meio da Mensagem nº 430, de 2023”, informa mensagem enviada pelo presidente Lula ao Congresso e publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU).

O texto do projeto de lei propõe, a partir de 1º de janeiro de 2024, o fim da “dedução de juros pagos ou creditados a título de remuneração do capital próprio na apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido”.

A proposta, no entanto, “não impede a dedução dos juros apurados” para determinar “o lucro real e da base de cálculo da CSLL referente ao ano-calendário de 2023, ainda que pagos ou creditados no ano-calendário de 2024”.

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