Adium espera crescimento de 65% na receita com vacina da covid da Moderna e medicamento para tratamento de câncer

A farmacêutica Adium — representante da Moderna no Brasil — estima que sua receita neste ano tenha um aumento de cerca de 65% atingindo R$ 1,5 bilhão.

Esse incremento é devido, principalmente, ao contrato de R$ 725 milhões, recém-assinado com o Ministério da Saúde, para o fornecimento de 12,5 milhões de doses da vacina contra a covid-19 e o início das vendas e distribuição de um medicamento para câncer a partir de junho.
Também está no radar da Adium parceria com a Moderna para outras vacinas que estão em desenvolvimento.

Além da vacina, a farmacêutica deve movimentar neste ano R$ 200 milhões com a venda de distribuição de um medicamento para câncer de pulmão chamado Libitayo. Até então, esse remédio era distribuído pela Sanofi no Brasil.

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Zema diz não ter sido convidado e decide não ir a evento com Lula em Minas; governo federal nega versão

Ao contrário da última agenda presidencial em Minas, em março deste ano, Zema não estará presente. Em nota, sua assessoria afirma não ter recebido nenhum e-mail formal para participar do evento. “Também não houve nenhum contato informal com a Secretaria Executiva do Governador para comunicação da agenda”, diz o Governo de Minas.

Apesar do posicionamento, o gestor não poderia comparecer por já ter confirmado presença na principal feira de raças zebuínas do mundo, a Expozebu, que ocorrerá em Uberaba, no triângulo mineiro.

Por sua vez, a assessoria de Lula nega a versão do Governo de Minas e diz que o convite foi inicialmente feito pela Biomm. Posteriormente, a Presidência teria contatado Zema por telefone, que teria confirmado sua ausência. O governo federal diz ainda que a secretária adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, representará o mineiro.

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Biomm retoma produção de insulina no Brasil

A Biomm inaugura nesta sexta-feira sua fábrica em Nova Lima (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, que demandou investimentos de R$ 800 milhões. A unidade tem capacidade para produzir 20 milhões de unidades de carpules (seringas) — e, em breve, canetas — por ano.

Além disso, o complexo industrial tem capacidade para produzir 20 milhões de frascos de biomedicamentos, como a insulina humana recombinante. A capacidade da fábrica é suficiente para suprir mais de 80% da demanda nacional por insulina, de acordo com o CEO da Biomm, Heraldo Marchezini.

A Biomm recebeu R$ 203 milhões de crédito (Finep, BNDES E BDMG), além de R$ 133 milhões aportados via equity (BNDES e BDMG) para implantar a fábrica. A unidade de 12 mil metros quadrados de área construída deve gerar 300 empregos diretos e 1,2 mil indiretos.

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Lula em Minas: servidores protestam por reajuste salarial em frente a Biomm

Dezenas de servidores das instituições federais de ensino protestam por reajuste salarial em frente à fábrica de biomedicamentos Biomm, em Nova Lima.

Na manhã desta sexta-feira (26/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aguardado no local para inauguração de uma planta industrial que retomará a produção de insulina glargina no país.

Os professores estão em greve desde a semana passada e o servidores, desde março. Eles reivindicam melhorias na proposta salarial apresentada pelo Ministério da Educação que não prevê reajuste este ano.

Os servidores carregam faixas pedindo negociação e valorização dos profissionais da educação, mas também aproveitam o protesto para responder a provocação da oposição que nas redes sociais pedem aos grevistas que façam o L.

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Cerimônia

O presidente participou da cerimônia de inauguração da fábrica de insulina da Biomm, que tem como um dos sócios o ex-ministro do seu governo Walfrido dos Mares Guia. O ex-ministro falou por 40 minutos sobre a história da empresa.

Lula se emocionou durante o discurso, ao citar a bisneta Analua, de 7 anos de idade, que tem diabetes.

“Isso aqui é mais do que a inauguração de uma fábrica, é a consolidação de um sonho”, afirmou Lula.

O presidente afirmou que um país soberano precisa de uma indústria nacional forte e que o papel do Estado é alavancar oportunidades. “A gente tem que produzir aquilo que falta no país “, afirmou Lula.

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Biomm retoma produção de insulina no Brasil

Durante o evento, a Biomm assinará com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) um protocolo de intenções para desenvolver um programa de cooperação mútua, voltado para plataformas de produção de medicamentos para o tratamento de doenças metabólicas.

O objetivo é desenvolver projetos alinhados com políticas de fortalecimento do setor de saúde e de maior autonomia na produção de medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as prioridades estão o desenvolvimento e produção de insulinas e seus análogos, inteligência artificial para monitoramento da diabetes, desenvolvimento de testes para diagnóstico e tratamento de úlceras no pé diabético, desenvolvimento de dispositivos médicos e biomateriais.

Recentemente, a Biomm fechou uma parceria com a farmacêutica indiana Biocon para distribuir no Brasil um similar do medicamento Ozempic, da Novo Nordisk. O medicamento tem como princípio ativo a semaglutida, que pertence à classe de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, atuando atua na regulação da glicemia e do apetite.

A Novo Nordisk tem direito de exclusividade sobre semaglutida até expirar a patente do produto, em 17 de julho de 2026. A partir daí, outros fabricantes poderão produzir similares com o mesmo princípio ativo.

Os medicamentos da classe GLP-1 incluem a semaglutida e a liraglutida. No Brasil, o mercado desses medicamentos é estimado em R$ 4 bilhões pela IQVIA, sendo que a semaglutida movimenta R$ 3,1 bilhões por ano. Nos últimos dois anos, as vendas do medicamento cresceram 39% ao ano no país.

A nova planta industrial está adequada à produção da semaglutida futuramente. Em um primeiro momento, o medicamento será importado da Índia.

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