Empresas de saúde perdem valor e cliente reclama mais

bolso para reduzir a alavancagem do negócio. Outras companhias, cujas ações estão no pior patamar, tornaram-se alvos de aquisição e empresas de menor porte optaram por deixar o setor. Na outra ponta da cadeia, usuários de convênio médico estão cada vez mais insatisfeitos diante dos frequentes descredenciamentos da rede prestadora e do aumento da burocracia para conseguir um atendimento. O índice de reclamações contra as operadoras dobrou entre 2019 e 2023.

Nas últimas semanas, uma série de empresas anunciou medidas diante do atual cenário. A Hapvida, cujo papel despencou quase 80% em apenas um ano, vendeu dez imóveis por R$ 1,25 bilhão. A compradora foi a família Pinheiro, controladora da operadora que também vai colocar R$ 360 milhões num “follow-on” (oferta subsequente de ações) com meta de captar entre R$ 860 milhões e R$ 1 bilhão.

A Dasa, que busca capital novo para reduzir seu endividamento, segue um caminho semelhante. A companhia está negociando a venda dos prédios de dois hospitais que podem gerar entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões. Além disso, também está em curso uma oferta de ações em que a família Bueno, sua maior acionista, injetará R$ 1 bilhão e o BTG Pactual, outros R$ 500 milhões.

Segundo fontes, Oncoclínicas e a Kora têm sido alvos de aquisição. No caso da rede de clínicas para tratamento de câncer, o Goldman Sachs pretende vender sua parte no negócio – o banco entrou na Oncoclínicas há mais de cinco anos e é seu maior acionista. Já a Kora, grupo hospitalar controlado pelo HIG e que está com alta alavancagem, tem conversado com vários investidores, inclusive fundos de reestruturação financeira. Ambas as companhias informaram que não comentam rumores de mercado.

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