Custo de tratamento de trauma no crânio dobra no SUS

Os traumatismos cranioencefálicos (TCEs) graves representam hoje o principal motivo de morte prematura e de incapacidades física, psicológica e social de adultos no Brasil e têm crescido entre os homens jovens.

Nas cinco unidades da rede Lucy Montoro, ligada ao governo paulista, os casos tiveram alta de 52% entre 2020 e 2022 (de 27 para 41). Os homens representam 87% dos pacientes, com maior incidência na faixa etária entre 21 a 30 anos (30%).

Embora haja muita subnotificação dessas lesões no país, as estatísticas apontam que são cerca de 131 mil internações por TCEs, com os jovens entre 20 e 29 anos respondendo, em média, pela maior fatia desse volume (21%).

Artigo publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva, a partir dados do DataSUS, mostra que as despesas públicas com tratamentos saíram de US$ 23,5 milhões (R$ 123,7 milhões), em 2008, para US$ 52,8 milhões (R$ 278 milhões) em 2019. A projeção para 2020 foi de um gasto de US$ 54,5 milhões (R$ 287 milhões).

Desses valores, mais de 80% são com custos hospitalares. Os dados não incluem despesas ambulatoriais, de reabilitação, de medicamentos, de tratamento domiciliar, de cuidadores, de transporte e de dias não trabalhados pelo paciente ou por familiares.Do trauma cranioencefálico à reabilitação

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