Tratamento de câncer: Anvisa autoriza pesquisa clínica com células CAR-T no Brasil; entenda

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP), em parceria com o Instituto Butantan, a iniciar um ensaio clínico no País com medicamento especial à base de células geneticamente modificadas, as chamadas CAR-T. A pesquisa é considerada mais um avanço no tratamento contra o câncer hematológico (no sangue). A informação foi divulgada na terça-feira, 26. A seleção dos pacientes que farão parte do estudo ainda está sendo definida.

Segundo a Anvisa, os trabalhos estão em fase clínica inicial. “O objetivo é avaliar a segurança e a eficácia no tratamento de pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não Hodgkin B, recidivados e refratários, em casos de reaparecimento da doença ou de resistência ao tratamento padrão”, afirma a agência.

Essa nova terapia usa células de defesa do próprio corpo, modificadas em laboratório, para atacar linfomas e leucemia. “Tanto a tecnologia de transferência de genes, por meio de vetor viral, quanto a tecnologia de produção das células são avanços em desenvolvimento pelos pesquisadores nacionais”, acrescenta a Anvisa.

Veja mais

Zolpidem: A crise de saúde causada pelo remédio no Brasil

O remédio usado no tratamento contra a insônia, disponível no mercado há mais de 30 anos, ganhou protagonismo maior na última década, pela junção de uma série de fatores que você vai conhecer ao longo desta reportagem, como uma facilidade na prescrição médica e um apelo quase irresistível para um problema relativamente comum —a dificuldade para dormir.

Alguns médicos ouvidos pela BBC News Brasil contam que é cada vez mais frequente receber no consultório indivíduos que ingeriram 40 ou 50 unidades do fármaco de uma só vez.
Falando em dados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 13,6 milhões de caixas dessa medicação foram vendidas em 2018. Dois anos depois, em 2020, esse número saltou para 23,3 milhões —um crescimento de 71% em poucos meses. Desde então, essas estatísticas nunca ficaram abaixo da casa dos 20 milhões anuais.

Veja mais

Saiba as diferenças entre medicamentos similares, genéricos e de referência

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os similares são identificados pela marca ou nome comercial, assim como os originais. Ao contrário dos genéricos, nem todo medicamento similar pode ser trocado pelo de referência.

O medicamento similar contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado por igual via e tem a mesma posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. No entanto, só pode substituir o de referência após passar por testes laboratoriais que comprovem a equivalência. Os que já cumpriram esse processo são chamados de “similares intercambiáveis”.

Os medicamentos similares também precisam apresentar estudos que comprovem a segurança, eficácia e qualidade do produto, que é avaliado pela Anvisa. Todos os remédios intercambiáveis têm na bula a frase “medicamento similar equivalente ao medicamento de referência” e estão elencados em forma de lista no site da agência reguladora.

Os medicamentos de referência, os chamados originais, são os primeiros a serem lançados no mercado e carregam um determinado ingrediente farmacêutico ativo (IFA). Na embalagem, consta o princípio ativo e o nome fantasia criado pelo fabricante. Em geral, são mais caros. Os similares também têm nome fantasia. Já os genéricos são identificados apenas pelo nome do IFA.

Veja mais

O que é Mounjaro, para que serve e quanto deve custar no Brasil

Medicamento considerado mais potente que Ozempic no tratamento de diabetes tipo 2 teve comercialização no Brasil aprovada pela Anvisa.
O Mounjaro ainda precisa passar pelo processo de precificação da CMED — o que pode levar alguns meses.

Porém, nos Estados Unidos, onde é vendido também para tratar diabetes tipo 2, quatro doses da injeção (um mês de uso) podem custar mais de US$ 1 mil (aproximadamente R$ 5 mil) para clientes que não tenham plano de saúde.

Veja mais

Na Argentina em crise faltam remédios, equipamentos para cirurgias e até carros

Em dívida com o FMI e com as reservas em dólares no vermelho, a Argentina observa a sombra de um desabastecimento generalizado em produtos importados ou que dependem de peças de fora. Entidades empresariais e grupos de saúde vêm desde o começo do ano publicando notas de alerta, mas a recente desvalorização da moeda e com a entrada de dólares cada vez mais escassa, as ausências de produtos ficam mais evidente e o medo é de uma paralisação completa da produção industrial do país.

Em agosto, o governo, que tenta se manter no cargo pela candidatura de Sergio Massa à presidência, correu para negar que havia risco de desabastecimento de produtos médicos depois que associações de tratamento de diálise alertaram que não estavam conseguindo comprar insumos e poderiam suspender tratamentos. Mas os comunicados de alerta não para de chegar e vêm dos mais diversos setores.Importando menos, produtos de marcas estrangeiras vão desaparecendo das prateleiras na Argentina Foto: Luis Robayo/AFP

“As atuais restrições regulatórias e cambiais impedem o regular abastecimento do sistema de saúde, o que afetará a qualquer momento a realização de análises clínicas, obrigando à suspensão de intervenções como transplantes e cirurgias, colocando em risco de vida os pacientes do país”, afirmaram entidades que representam empresas e laboratórios médicos em um documento enviado em julho ao ministro da Economia e presidenciável, Sergio Massa.

Veja mais

Selic: Ata do Copom ‘fecha a porta’ para queda do juro acima de 0,5 ponto nas próximas reuniões

“Com relação aos próximos passos, os membros do Comitê concordaram unanimemente com a expectativa de cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões e avaliaram que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”, disse o Copom, na ata divulgada nesta terça-feira, 26. “O Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva”, disse o BC, repetindo o que já havia sido dito na ata de agosto.

Veja mais

Mães vendem produtos medicinais feitos à base de Cannabis

Com a brasileira Keila Santos entre os fundadores, a companhia, baseada no Colorado, nos Estados Unidos, passou a exportar seus produtos para o Brasil, onde tem uma equipe formada por 12 mulheres. Sete delas são mães de crianças que já usaram esses produtos, como Liane. Elas recebem comissão e ajuda de custo.

“Fomos convidando as mães [para serem representantes], porque elas conhecem os produtos”, explica Daiane Zappe, gerente da marca.

“A gente dá oportunidade de essa mãe trabalhar em home office, conseguir estar com o filho e, ao mesmo tempo, ser produtiva.”

Ela explica que as representantes recebem pedidos de interessados, auxiliam com os requisitos da Anvisa para a solicitação de importação e viabilizam a compra do produto fabricado nos EUA.

No Brasil, há algumas associações de pacientes com autorização para plantio e produção, como a Santa Cannabis, em Santa Catarina, e a Abrace, na Paraíba.

Veja mais

Clínica de Cannabis expande negócio com modelo de franquia

Primeira clínica com tratamento baseado em Cannabis medicinal do Brasil, a carioca Gravital ingressa no mercado de franquias de salas.

O modelo é voltado para médicos de diferentes especialidades que buscam prescrever tratamentos com produtos derivados da planta que utilizam sobretudo o canabidiol (CBD).

Segundo a Abicann (Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis), mais de 250 doenças podem ser tratadas com a planta. A maioria dos pacientes busca combater condições crônicas ou minimizar os efeitos colaterais de medicações.

Veja mais