Hypera (HYPE3) divulga resultados do 2º tri amanhã. O que esperar?

Para o Itaú BBA, os resultados da Hypera (HYPE3) no segundo trimestre de 2023 devem ser neutros. A companhia divulga seus números nesta quinta-feira (27).

A projeção de lucro ajustado é de R$ 418 milhões entre abril e junho deste ano. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado deve ser de R$ 766 milhões.

Os analistas do banco esperam uma leve desaceleração do sell-out (vendas para cliente final) e pressão na margem EBITDA (margem operaciona) devido a férias coletivas nas unidades de produção da companhia.

No entanto, o BBA acredita que o ciclo de conversão de caixa deve começar a mostrar melhora já nesse trimestre.

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JPMorgan reitera preferência por RD (RADL3) e Hypera (HYPE3) no setor e rebaixa Blau (BLAU3) e Pague Menos (PGMN3)

Segundo relatório, o setor possui tendência de crescimento de longo prazo, apoiado por fortes impulsionadores subjacentes que possuem baixa correlação com a atividade econômica. O principal impulsionador de longo prazo continua sendo o envelhecimento acelerado da população, que deve continuar impulsionando o aumento dos volumes de consumo.

“Além disso, um número crescente de apresentações de medicamentos genéricos e futuras expirações de patentes devem continuar tornando os medicamentos, que em sua maioria são pagos diretamente, acessíveis à população, enquanto o consumo per capita permanece baixo, mesmo quando ajustado para o perfil de envelhecimento da população”, comenta o banco, em relatório.

Nesse contexto, o JPMorgan projeta um crescimento de longo prazo do setor em um ritmo de aproximadamente 10% ao ano, com volatilidade limitada ao longo dos anos, proporcionando boa visibilidade nas empresas do setor.

Em resumo, a posição positiva do banco em relação à RD está relacionada à abordagem do principal consolidador de varejo de medicamentos, que já possui uma liderança de mercado incontestável e execução, ao mesmo tempo em que apresenta uma história de crescimento de longo prazo com uma taxa composta anual de crescimento de 24% nos lucros nos últimos 5 anos.

No geral, o JPMorgan continua vendo a RD como a vencedora incontestável no mercado brasileiro de varejo de medicamentos, apesar de deter apenas 15% de participação de mercado, enquanto vê o potencial de mais que dobrar essa participação em um setor que provavelmente dobrará nos próximos 10 anos. Portanto, além dos ventos favoráveis de curto prazo do cenário competitivo, o banco está confiante nas tendências de longo prazo da empresa.

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J.P. Morgan rebaixa Pague Menos e Blau — e ações caem

A Pague Menos, na avaliação do J.P. Morgan, tem uma situação de alavancagem alta, o que reduz sua geração de fluxo de caixa livre e limita os planos de expansão da companhia, em especial com a reestruturação que precisa fazer da Extrafarma, com alto risco de execução.

Com uma dívida líquida consolidada de R$ 1,268 bilhão, a rede de farmácias anotou no primeiro trimestre um índice de alavancagem de 3 vezes e prejuízo líquido de R$ 62,8 milhões.

Em relação à Blau, o banco disse que a fabricante enfrenta maior competição no segmento de imunoglobulina humana, o que reduz visibilidade dos resultados. Eles admitem que as iniciativas de crescimento da empresa são inovadoras, mas ressaltam que vão demorar a gerar resultados. No primeiro trimestre, a Blau registrou um lucro líquido de R$ 52 milhões, uma queda de 15,7% na comparação anual.

Os preços-alvo do J.P Morgan para Pague Menos e Blau representam potencial de alta de 20,5% e 9,7%, respectivamente.1 de 1 A Pague Menos registrou prejuízo de R$ 62,8 milhões.

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Cimed ultrapassa R$ 300 milhões de faturamento mensal pela primeira vez

Pela primeira vez a Cimed, uma das maiores farmacêuticas do país, fechou o mês com faturamento recorde de R$ 300 milhões de reais, fechando o primeiro semestre de 2023 com R$ 1,3 bilhão. O resultado é fruto de uma série de fatores, incluindo o grande sucesso da marca de hidratante labial Carmed com a collab com a marca de doces Fini. Em apenas um mês, a marca faturou R$ 23,5 milhões, 1,5 vezes o faturamento de todo o ano de 2022. Para continuar atendendo a demanda do consumidor, a companhia triplicou a capacidade produtiva do SKU, produzindo 5 milhões de unidades por mês com compra de novo maquinário.

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Tendência é revogar JCP em agosto, abrindo a possibilidade de aperfeiçoá-lo

Criado nos anos 1990, o JCP permite que a empresa se remunere pelo uso de recursos próprios. Foi uma forma encontrada para igualar as condições tributárias dessa opção de financiamento em relação a um empréstimo bancário ou no mercado de capitais. Nessas duas últimas hipóteses, os juros pagos na operação são abatidos como despesa, de forma que reduzem o lucro da empresa e, consequentemente, o Imposto de Renda a pagar.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já declarou algumas vezes que há abuso no uso do JCP. Ele comentou que empresas lucrativas não pagam IR porque fazem uma “engenharia tributária” com base no mecanismo.

Assim, o fim do JCP passou a ser uma opção para a equipe econômica compor o pacote de medidas que dará base a um Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 em que será projetado resultado primário zero para as contas do governo federal. É a meta prevista no novo arcabouço fiscal. Todo o conjunto seguirá para o Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

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