Lucro da Hypera soma quase R$ 500 milhões no 3º trimestre

A farmacêutica Hypera registrou lucro líquido de R$ 499,5 milhões no terceiro trimestre de 2023, alta de 6,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na mesma base comparativa, a receita líquida somou R$ 2,48 bilhões, avanço de 6,2%.

O aumento na receita líquida no terceiro trimestre, de acordo com a Hypera, foi impulsionado pelo crescimento recente das vendas nas farmácias e distribuidores, pelo aumento das vendas nas plataformas próprias de comercio eletrônico, supermercados, nas adquiridas Simple Organic e Bioage e pelo crescimento nas vendas no mercado institucional.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) das operações continuadas alcançou R$ 797,2 milhões de julho a setembro de 2023, crescimento de 9,6% em um ano.

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Dipirona: por que o medicamento é proibido nos EUA?

Os países que proibiram o medicamento usam como justificativa um possível efeito colateral provocado pela dipirona.

O efeito colateral seria a agranulocitose, uma alteração no sangue grave e potencialmente fatal marcada pela queda na quantidade de alguns tipos de células de defesa.

Um trabalho publicado em 1964 calculou que essa alteração sanguínea grave acontecia em um indivíduo para cada 127 que consumiam a aminopirina —uma substância cuja estrutura é bem parecida com a da dipirona.

Foi realizado, a partir de 1980, alguns estudos. O Boston, (EUA), foi realizado em oito países (Israel, Alemanha, Itália, Hungria, Espanha, Bulgária e Suécia) e envolveu dados de 22,2 milhões de pessoas.

O resultado dos estudos mostraram uma incidência de 1,1 caso de agranulocitose para cada 1 milhão de indivíduos que usaram a dipirona —o que é considerada uma frequência bem baixa.
A dipirona ficou conhecida no Brasil pelo nome comercial Novalgina, que hoje pertence ao laboratório francês Sanofi. Existem outros medicamentos que trazem dipirona: o Dorflex (também da Sanofi) e a Neosaldina (da Hypera Pharma).

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