Novas drogas contra Alzheimer são avanço para tratamento

A aprovação de novos fármacos para o tratamento do Alzheimer pela FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta drogas e alimentos nos Estados Unidos, é um sinal de que as drogas antiamilóides podem ser uma esperança para quem tem o diagnóstico da doença e seus familiares.

Consideradas no ano passado como um banho de água fria, as primeiras drogas antiamilóides, nome dado à classe de fármacos que retira o acúmulo da proteína beta amilóide, principal responsável pelo declínio cognitivo, chegaram ao mercado ainda em 2021, com a aprovação do aducanumab, da farmacêutica Biogen. As apostas dos especialistas eram altas: acreditava-se que a remoção da proteína beta amilóide no cérebro de pacientes seria capaz de reverter os sintomas da doença.

Entretanto, não foi isso que os estudos clínicos mostraram na prática. Mesmo com a remoção da proteína, os medicamentos não reverteram as perdas cognitivas de quem já sofria com o Alzheimer.

Mas agora, com as expectativas moderadas, os médicos reconhecem a utilidade desses fármacos como forma de conter a progressão da doença e evitar a perda de cognição. No estudo clínico de fase 3 do lecanemab, outra droga também da Biogen, os resultados, que foram publicados na revista científica Nejm (The New England Journal of Medicine), mostraram a capacidade da substância em reduzir a progressão da doença de forma significativa.

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