Projeção do mercado para IPCA cai para 4,75% em 2023, no limite da meta, diz Focus

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira de 2023 caiu de 4,86% para 4,75% — topo da banda de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) —, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (16) com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Para 2024, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,88%. Para 2025, permaneceu em 3,50%.

Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas manteve-se em 11,75% no fim de 2023, 9,00% no de 2024 e 8,50% em 2025.

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Base articula mudança na PEC do plasma

Uma das hipóteses em discussão é resgatar a redação original do texto, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Na versão de Trad, fica estabelecido que a produção de hemoderivados deverá ser direcionada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“A lei disporá sobre as condições e os requisitos para coleta e processamento de plasma humano pela iniciativa pública e privada para fins de desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de biofármacos destinados a prover o Sistema Único de Saúde”, dizia o texto original.

Na justificativa, o autor alegou que a matéria busca equacionar “o problema causado pelo desperdício de milhares de bolsas de plasma no Brasil”.

Já na versão aprovada pela CCJ, cujo relatório é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), consta que a produção de medicamentos será destinada a prover “preferencialmente” o SUS. Esse trecho foi muito criticado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por supostamente poder privilegiar o mercado externo.

O relatório de Daniella também incluiu a palavra “comercialização”. “A Lei disporá sobre as condições e os requisitos para a coleta, o processamento e a comercialização de plasma humano pela iniciativa pública e pela iniciativa privada, para fins de uso laboratorial, desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de medicamentos hemoderivados destinados a prover preferencialmente o SUS”, afirma o parecer da senadora.

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Nova inteligência artificial identifica tumores cerebrais na mesa de operação

Quando seus bisturis atingem a borda de um tumor cerebral, os cirurgiões se deparam com uma decisão angustiante: cortar um pouco de tecido cerebral saudável para garantir que todo o tumor seja removido ou deixar o tecido saudável bem longe e correr o risco de deixar algumas das células ameaçadoras para trás.

Agora, cientistas da Holanda relatam o uso de inteligência artificial (IA) para fornecer aos cirurgiões conhecimentos sobre o tumor que podem ajudá-los a fazer essa escolha.Um diagnóstico de IA gerado durante os estágios iniciais de uma cirurgia de horas pode ajudar os cirurgiões.

O método, descrito em um estudo publicado na quarta-feira, 11, na revista Nature, envolve a varredura de segmentos do DNA de um tumor por um computador e a detecção de determinadas modificações químicas que podem gerar um diagnóstico detalhado do tipo e até mesmo do subtipo do tumor cerebral.

Esse diagnóstico, gerado durante os estágios iniciais de uma cirurgia de horas, pode ajudar os cirurgiões a decidir a agressividade da operação, disseram os pesquisadores. No futuro, o método também poderá ajudar a orientar os médicos para tratamentos adaptados a um subtipo específico de tumor.
O sistema foi então testado durante 25 cirurgias cerebrais ao vivo, a maioria delas em crianças, juntamente com o método padrão de examinar amostras de tumor em um microscópio. A nova abordagem forneceu 18 diagnósticos corretos, mas não conseguiu atingir o limite de confiança necessário nos outros sete casos. O estudo relatou que os diagnósticos foram realizados em menos de 90 minutos, tempo suficiente para informar as decisões durante uma operação.

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Diabetes tipo 2 avança entre mais jovens, segundo médicos

Ainda não há dados consolidados sobre o tema no país. Estudos internacionais, porém, reforçam o alerta. Pesquisa publicada em dezembro no The BMJ com base em dados do estudo Carga Global de Doenças apontou que a taxa de diabetes tipo 2 entre adolescentes e adultos jovens (de 15 a 39 anos) cresceu 56% em todo o mundo entre 1990 e 2019 —passou de 117 casos a cada 100 mil pessoas para 183 a cada 100 mil.

Crésio Alves, chefe do serviço de endocrinologia pediátrica do Hospital das Clínicas da UFBA e presidente do departamento de endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, lembra que, nos EUA, casos de diabetes tipo 2 em ambulatórios que atendem pacientes já chegam a quase 30%.

“No Brasil, ainda é muito pequena essa proporção. Mas os pediatras, que até pouco tempo nunca diagnosticavam adolescentes com diabetes tipo 2, estão começando a ver”, afirma. Dados do estudo Erica, feito com adolescentes em idade escolar entre 2013 e 2014, encontrou prevalência de 3,3% de diabetes tipo 2 nesse grupo e 22% com pré-diabetes —o equivalente a cerca de 214 mil adolescentes com DM2 e 1,46 milhão com pré-diabetes. Ainda não há dados atualizados para comparação.

Para Alves, apesar de ainda mais rara, a situação serve como alerta para a importância de adotar políticas para tentar frear o avanço da obesidade no país.

“O adulto com diabetes tipo 2 tem evolução mais arrastada. Existem milhares de brasileiros que têm e nem sabem, porque são praticamente assintomáticos. Já a evolução do diabetes tipo 2 em adolescentes é mais rápida e mais agressiva”, diz o médico, para quem o cenário preocupa devido ao risco maior de complicações. “Por isso temos que estar mais atentos em prevenir e controlar a obesidade.”

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