IA ajuda a reduzir falta de produtos e venda aumenta

A inteligência artificial também tem colaborado para elevar as vendas da indústria farmacêutica e de farmácias no país.

O grupo farmacêutico NC Farma adotou a ferramenta de IA da startup Big Data para aprimorar ofertas e descontos em 300 medicamentos da Germed Pharma junto a 40 mil farmácias.

“Nosso maior desafio é levar um portfólio mais amplo de produtos aos clientes”, diz Cauê Nascimento, diretor executivo da NC Farma, responsável pela unidade de medicamentos genéricos. “A IA sugere um portfólio de itens que faz sentido à farmácia e conseguimos oferecer descontos mais específicos para cada estabelecimento”, observa o executivo. Com a ferramenta, a empresa conseguiu elevar em 50% as vendas de medicamentos da Germed, ele informa.

Até o fim do ano, o grupo pretende inserir cerca de 1.000 itens das linhas EMS, Legrand e Novaquímica na ferramenta, duplicando o alcance para 80 mil farmácias. “A beleza do projeto é levar uma tecnologia como a inteligência artificial ao alcance do pequeno varejo farmacêutico”, comenta o executivo. Outro plano é inserir a IA nos tablets usados pelos representantes de vendas, em campo.

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Ozempic vai faltar no Brasil? Entenda

A semaglutida, princípio ativo das canetas injetáveis Ozempic e Wegovy, está na lista de drogas em falta, segundo a Food & Drug Administration (FDA), agência reguladora equivalente à Anvisa nos Estados Unidos.

Os remédios têm uso aprovado para tratar diabetes tipo 2 no Brasil, mas a escassez da semaglutida está associada, na verdade, ao uso off label das canetas, que viralizou nas redes sociais como um método efetivo e rápido para a perda de peso.

O princípio ativo foi incluído na lista de drogas em falta da FDA em dezembro de 2022, e a disponibilidade é considerada limitada, sem previsão para quando a situação global de oferta será normalizada.

Questionada sobre a oferta dos medicamentos no Brasil, a farmacêutica responsável, Novo Nordisk, informou ao Valor que o Ozempic 0,25 mg e 0,5 mg estão com a disponibilização normalizada no mercado brasileiro desde setembro passado.

Já a apresentação em 1 mg deve seguir, ao longo de todo o primeiro semestre deste ano, com a disponibilidadeintermitente devido à demanda maior que a prevista pela farmacêutica.

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Natura quer ser autossuficiente em óleo de palma até 2035

A Natura quer ter 45 mil hectares de sistemas agroflorestais de palma implantados no Pará até 2035, volume que cobrirá toda a demanda da empresa por essa matéria-prima.

O óleo de palma (planta que no Brasil também é chamada de dendê) é o principal insumo da companhia para a produção de sabonetes, cremes e xampus. Ele é usado também na indústria alimentícia e para a produção de biocombustíveis.

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Nova gerente de marketing no Aché

O Aché recrutou Juliana Mambre para o cargo de gerente de marketing da divisão de cuidados especiais. Desde 2004 na indústria farmacêutica, já atuou como representante de vendas, gerente de produtos e marketing.

Formada em gestão de negócios e marketing pela ESPM, realizou cursos de extensão na PUC-RS. Biomm, Libbs, Sandoz e Sanofi integram seu vasto currículo.

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Venda de genéricos aproxima-se de 2 bilhões de unidades

A venda de genéricos no mercado brasileiro já totaliza 1,98 bilhão de unidades. Os dados correspondem ao período de janeiro a dezembro de 2023 e representam um avanço de 5% em relação aos 12 meses do ano anterior.

O faturamento obtido com esse volume de transações chegou a R$ 17,9 bilhões, representando um aumento de 13,5% em relação a janeiro a dezembro de 2022.

Atualmente, essa classe de medicamentos detém mais de 70% das vendas em algumas categorias de produtos, sobretudo aos destinados ao tratamento de doenças crônicas como hipertensão, colesterol, e doenças do sistema nervoso central como ansiolíticos.

As informações são de um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base em indicadores de um instituto global de monitoramento do setor farmacêutico.
Por lei, o medicamento genérico precisa custar 35% a menos que os medicamentos de marca. No entanto, na prática, o desconto médio é de 67%. A economia direta ao longo dos últimos anos foi de quase R$ 300 bilhões aos consumidores.

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Marca própria em farmácias cresce mais de 2 dígitos

A marca própria em farmácias vem se consolidando como fonte extra de receita para o setor. Quatro grandes redes do varejo farmacêutico viram o faturamento dessa categoria crescer 24% nos últimos 12 meses até novembro de 2023, em comparação ao mesmo período anterior.

Se considerada a performance do mercado de consumer health no segmento, que abrange MIPs, produtos de HPC e bomboniere, o desempenho das marcas próprias está 20 pontos percentuais acima.

Juntas, Raia Drogasil, DPSP, Panvel e Pague Menos movimentaram R$ 1,24 bilhão, contra R$ 996,7 milhões no intervalo entre dezembro de 2022 e novembro do ano passado.

A marca própria das farmácias sofreu especial influência das taxas de inflação no Brasil, cuja alta comprometeu a renda média dos brasileiros e forçou alterações da cesta de consumo. “E as farmácias vêm assimilando bem as lições de setores como o de supermercados e vestuário, apostando em portfólios exclusivos”, comenta a presidente da Abmapro, Neide Montesano.

Outros indicadores ajudam a sustentar essa tendência de alta. Estudo da NielsenIQ (NIQ), encomendado pela Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), revela que os produtos de marca própria estão presentes em 34% dos lares brasileiros.

Já o relatório do Santander Research, em parceria com a consultoria Amicci, apontou que os produtos de marca própria podem garantir uma margem bruta de lucratividade superior a 30%. Também possibilitam a aplicação de preços em média 20% mais baratos.

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