Dívidas consomem cada vez mais o orçamento das mulheres

Lavinas faz algumas recomendações que poderiam ajudar a tornar menos desfavorável o atual quadro de elevado endividamento feminino e, dessa forma, diminuir o deslocamento de renda das mulheres para quitar empréstimos. A especialista ressalta a importância de continuidade na redução da taxa básica de juros (Selic) – cujo processo começou no segundo semestre do ano passado – e do programa federal Desenrola, de renegociação de dívidas.

Mas Lavinas nota que poderia ser feito esforço maior por parte do Estado para prover às mulheres, de forma gratuita, serviços que hoje na sociedade são arcados financeiramente por elas, de forma majoritária. É o caso de creches e cuidados com idosos. “São custos crescentes e que são assumidos, na maior parte, por mulheres”, diz.

A socióloga Graciela Rodriguez concorda. Ela organizou, em 2020, o estudo “O Sistema Financeiro e o Endividamento das Mulheres”, pelo Instituto Equit – Gênero, Economia e Cidadania Global, do qual faz parte. No trabalho, um dos aspectos contemplados foi o forte papel de cuidadoras que as mulheres exercem, no cotidiano das famílias. “Ela, na maioria das vezes, é a grande responsável por levar comida à mesa, por comprar medicamentos, por cuidar dos idosos”, resumiu Rodriguez.

Rodriguez também recomenda um plano nacional de cuidados, que possa ajudar a enfrentar essa questão. “É preciso uma política nacional, de encarar o conjunto da problemática do trabalho não remunerado das mulheres”, afirma. A socióloga diz que o elevado endividamento feminino não tem relação com saber ou não saber administrar dinheiro: “É uma necessidade, para fechar as contas da casa”.

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Controladora da Novo Nordisk projeta investimentos de US$ 7 bi por ano até 2030

O sucesso dos remédios para emagrecimento da Nova Nordisk estão impulsionando a capacidade de investimento da sua controladora, que agora já projeta investir US$ 7 bilhões por ano até 2030.

A Novo Holdings, que gerencia os ativos e caixa da entidade filantrópica Novo Nordisk Foundation, investe em companhias de medicina e também tem um portfólio amplo de ações, títulos, imóveis e infraestrutura.

A carteira de investimentos chegava em torno de US$ 26 bilhões ao fim de 2022, investiu US$ 3 bilhões em 2023 e agora projeta investir US$ 5 bilhões por ano nos próximos cinco anos até chegar a US$ 7 bilhões por ano em 2030.

A holding tem participação de 28% na Novo Nordisk, que viu suas vendas subirem 31% em 2023, impulsionadas pelas vendas do Ozempic e do Wegovy. A expectativa é que as receitas cresçam entre 18% e 26% neste ano.

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BNDES destina R$ 5,3 bi para inovação em 2023

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição voltou a ter papel central no financiamento à inovação, em sintonia com o objetivo de promover a neoindustrialização do país.
Na nota, o banco de fomento lembrou que recentemente foram anunciados financiamentos para a montadora de automóveis Volkswagen (R$ 500 milhões), para a fabricante de aviões Embraer (R$ 500 milhões), para a fabricante de medicamentos Hypera (R$ 500 milhões) e para a empresa de tecnologia Positivo (R$ 330 milhões, sendo R$ 258 milhões no BNDES Mais Inovação).

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Resultados da PepsiCo trouxeram más notícias: as pessoas estão comendo menos em casa

No longo prazo, os investidores também estão preocupados com a possibilidade de os medicamentos contra a obesidade, como o Ozempic, reduzirem os gastos dos consumidores em alimentos embalados e snacks, prejudicando as vendas das empresas alimentares. Mas o uso da droga parece limitado até agora, e a análise de Wall Street sugere que os danos nas vendas de alimentos podem não ser significativos.

No entanto, as empresas alimentares têm-se preparado para um futuro onde as pessoas comam de forma mais saudável. A Pepsi investiu em embalagens com porções menores, bebidas sem açúcar e alimentos convenientes com menor teor de sódio e baixo ou nenhum teor de gordura saturada.

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