Barreira financeira afeta diagnósticos de doenças raras

A falta de informação sobre as doenças raras e a dificuldade de acesso aos tratamentos são entraves que reduzem a qualidade de vida dos portadores, segundo especialistas.

Embora sejam raras individualmente, essas patologias atingem 1,3 a cada 2.000 pessoas, o que equivale a 13 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Isso acontece porque estima-se que haja entre 6.000 a 8.000 doenças raras. Essa diversidade dificulta a identificação dos casos por parte de médicos da atenção primária e até especialistas, o que faz com que os diagnósticos demorem anos para acontecer.

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Alta demanda faz fábrica de repelente trabalhar 3 turnos

De acordo com dados da Linx, empresa especializada em softwares para o varejo, a venda de repelentes aumentou 26,4% nas farmácias nos primeiros dois meses do ano (até o último dia 23), em comparação ao mesmo período de 2023, em volume. Em faturamento, alta foi de 45,5% no intervalo, com uma variação média de 15% nos preços.

Mas os maiores fabricantes não estavam preparados para um aumento acima do previsto e temem que falte produto no ponto de venda: isso porque a matéria-prima é importada e sua chegada ao país pode demorar entre 30 e 150 dias.

Existem três princípios ativos usados nos repelentes, todos vindos do exterior: icaridina, um ativo de origem natural e de maior eficácia, que proporciona até 10 horas de proteção; deet (dietiltoluamida), o ativo mais antigo, de origem química e inflamável; e o IR 3535, ativo da multinacional Merck
reportagem esteve em farmácias da zona oeste de São Paulo e não encontrou algumas marcas à base de icaridina. Em uma das lojas, havia até reserva do produto.

“O icaridina é o mais procurado, porque não só garante mais tempo de proteção, como também pode ser usado por grávidas e crianças menores de 12 anos”, diz o engenheiro químico Norberto Luiz Afonso, presidente da Henlau Química, de Garça, no interior paulista. Com faturamento na casa dos R$ 50 milhões, a Henlau fabrica as marcas próprias das redes Drogaria São Paulo (Ever Care) e Raia Drogasil (Needs), além da sua própria marca, Sanlau –todos à base de icaridina.
A Cimed, fabricante do brilho labial Carmed, também viu a procura pela linha de repelentes Xô Insetos disparar. As linhas de produção da fábrica mineira de Pouso Alegre passaram de dois para três turnos. Foram 1 milhão de unidades produzidas em janeiro, 1,3 milhão em fevereiro e devem sair 1,5 milhão em março.

“A demanda é muito maior do que nós conseguimos suprir”, diz o diretor comercial da Cimed, Adibe Marques. “O princípio ativo do nosso produto é o deet, inflamável, só consigo trazê-lo dos Estados Unidos de navio, em uma viagem que pode demorar de 90 até 150 dias, com os trâmites alfandegários”, afirma. Segundo Marques, as compras do ativo só vão garantir produto até o fim de março.

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Farmacêutica Eli Lilly tem novo presidente no Brasil

A farmacêutica Eli Lilly acaba de anunciar o canadense Daniel Binette como novo presidente e gerente-geral das operações no Brasil. As informações são do Futuro da Saúde.

O executivo, que está há 23 anos na companhia, era vice-presidente da unidade de biomedicinas da empresa no Japão. Ele assumirá a função no lugar de Karla Alcázar, que é a gerente-geral da empresa para a América Latina e estava ocupando o cargo interinamente.

Na filial japonesa, Binette participou do lançamento naquele mercado de duas moléculas que estão no pipeline brasileiro: donanemabe, para tratamento do Alzheimer, e lebrikizumabe, voltado para dermatite atópica moderada a grave.
Em nota, o executivo lembrou que a Lilly vem crescendo dois dígitos ano a ano no Brasil e em 2024 celebrará 80 anos no país. “Meu maior objetivo é contribuir para acelerarmos os lançamentos de medicamentos inovadores no país para podermos continuar melhorando a vida de milhares de pessoas que precisam de nossos tratamentos”, afirma.

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Dez maiores laboratórios do Brasil têm 55% do mercado

Os dez maiores laboratórios do Brasil faturam mais com a venda de medicamentos de prescrição do que cerca de 440 indústrias farmacêuticas. A negociação de remédios para farmácias somou R$ 74,3 bilhões em 2023, um avanço de 11% sobre o ano anterior. O setor mostra resiliência, mas a excessiva concentração indica um sinal de alerta. Os ovos estão em poucas cestas.

As indústrias do mercado farmacêutico que ocupam o top 10 movimentaram R$ 40,8 bilhões em transações para o varejo, de acordo com dados da Close-Up International baseados em R$ desconto. O montante equivale a 54,9% do fatutamento total no segmento de Rx.
Na lista dos maiores laboratórios do Brasil, a liderança segue nas mãos da EMS, que ampliou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 700 milhões a distância em relação à Eurofarma. O investimento vigoroso em propaganda médica ajuda a explicar esse cenário.

Mas a maior novidade é a estreia de uma indústria farmacêutica no top 3. Fora do top 10 antes da pandemia, a Novo Nordisk desbancou parte da concorrência e saltou mais uma posição no ano passado. A farmacêutica dinamarquesa está em empate técnico com o Aché, mas ligeiramente à frente. O motivo é claro e atende pelo nome de Ozempic.

O carro-chefe do laboratório foi o único medicamento de prescrição a movimentar mais de R$ 1 bilhão em vendas para farmácias no ano passado. Ou melhor: acima de R$ 3 bilhões. Mas um detalhe importante é que o remédio´contra diabetes responde por 67% do valor negociado pela Novo Nordisk.

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