Entre analistas, prevaleceu a percepção de que o acordo vai diminuir o risco do plano de expansão da empresa da família Moll, um dos principais pontos de preocupação entre investidores.
Pelo acerto, a Atlântica se torna sócia de três hospitais que já estavam em construção pela Rede D’Or (um em Macaé, no Rio de Janeiro, e os outros dois no estado de São Paulo, em Guarulhos e Alphaville). A Rede D’Or, que será a operadora das unidades, terá 50,01%, enquanto a Atlântica, 49,99%. O investimento total previsto, de R$ 1,156 bilhão, será arcado proporcionalmente pelos sócios (com reembolso proporcional do que já foi investido pela Rede D’Or) — e as unidades incluídas no negócio serão batizadas de Atlântica D’Or.
O acordo envolve ainda a possibilidade de as duas companhias serem sócias em outros projetos de hospitais no interior de São Paulo que ainda não começaram a ser construídos, em Taubaté e Ribeirão Preto. Os ativos já foram oferecidos à Atlântica, mas o desenvolvimento ainda está em análise.
Desde que fez o seu IPO em 2020, a Rede D’Or tem sido uma das empresas de saúde mais agressivas na expansão, orgânica ou inorgânica. De lá para cá, o número de leitos totais saltou de 8,8 mil para 11,7 mil, e o de hospitais em operação subiu de 52 para 73 (70 próprios e três sob gestão).
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