Impactos da pandemia de covid-19 na avaliação de empresas farmacêuticas multinacionais e brasileiras

Uma característica interessante entre as empresas nacionais no MFB é que apenas 2 tem seu capital aberto, a Hypera Pharma (HYPE3) e a Blau Farmacêutica (BLAU3). A Hypera Pharma tem suas ações negociadas em bolsa desde 18/04/2008, atualmente ocupa a terceira posição no ranking de demanda em valores no mercado, com demanda de R$ 11,27 bilhões e crescimento de 13% em 2021.A Blau Farmacêutica tem suas ações negociadas em bolsa desde 19/04/2021 e ocupa a trigésima posição, com demanda de R$ 1,96 bilhões e crescimento de 59% em 2021. Em relação ao impacto da COVID-19 no MFB, vemos que o crescimento da demanda ocorreu em função da maior preocupação das pessoas com saúde e bem-estar, da alta procura por medicações que foram aventadas como possíveis tratamentos preventivos à infecção com o corona vírus, da alta procura por medicações de uso crônico – uma vez foi muito divulgada a informação que pacientes com comorbidades tinham maior propensão à desenvolver quadros mais graves da doença quando infectados – e da alta demanda por medicações para tratamento dos sintomas e afecções relacionados à COVID-19, como antibióticos, por exemplo. Como nenhuma empresa de capital nacional desenvolveu vacinas contra a COVID-19, o crescimento dessas empresas foi oriundo, principalmente, da venda de medicamentos para as condições acima relacionadas.

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Viagra e militares: os benefícios para a farmacêutica EMS

A EMS é de propriedade de Carlos Sanches, aliado político de Bolsonaro, que tem uma relação muito próxima com o governo. O laboratório, fabricante de hidroxicloroquina e de vários medicamentos que faziam parte do Kit-Covid, foi beneficiado pelo Executivo federal ao longo da pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2. O presidente da República foi garoto-propaganda do medicamento produzido pela farmacêutica, apareceu em diferentes situações com a caixa do remédio, tais como em suas tradicionais lives de quinta-feira, em videoconferências com os líderes do Grupo dos Vinte (G20) e em inúmeras entrevistas no “cercadinho” do Palácio da Alvorada1.

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Deputado aciona TCU por sobrepreço de até 550% na compra de Viagra pelo Ministério da Defesa

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) levou ao Tribunal de Contas da União uma representação em que pede a abertura de processo administrativo para apurar a compra, pelo Ministério da Defesa, de 11 milhões de comprimidos do Citrato de Sildenafila, popularmente conhecido como Viagra, entre 2019 e 2022. O parlamentar quer que a corte investigue suposto superfaturamento de até 550% nos valores acordados entre o Comando da Marinha e o laboratório EMS S/A para fornecimento do medicamento.

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