Mercado de remédios de alto custo prevê dobrar de tamanho

Em dois anos, o setor de remédios de alto custo prevê dobrar de tamanho no Brasil, com o volume de gastos saltando de US$ 20 bilhões para US$ 38,4 bilhões. O valor galgaria o país à sexta posição global, à frente de mercados mais maduros, como Canadá, Espanha, Índia, Itália, México e Reino Unido. E sete tendências prometem puxar o crescimento dessa categoria.

O país atraiu em 2022 numerosos investimentos de farmacêuticas multinacionais, atentos ao progresso do envelhecimento populacional. Dados do IBGE apontam 32,9 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, número equivalente a 15% da população. Há uma década esse índice era de 11%. A japonesa Daiichi Sankyo ingressou na divisão de oncologia, enquanto a biofarmacêutica suíça incrementou os aportes em seu laboratório de inovação na capital paulista. Já a Bristol-Myers Squibb criou uma gerência estratégica de contas para reforçar elos com pagadores institucionais e governos.

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O plano ambicioso é parte do objetivo de reverter o período em que cresceu abaixo da média do mercado. Em 2020, por exemplo, o avanço no faturamento foi de 1,6% contra 8,8% das grandes redes associadas à Abrafarma. O desempenho do ano passado, porém, já foi considerado mais exitoso. A receita subiu de R$ 12 bilhões para R$ 13 bilhões. É a segunda maior rede de farmácias do país, mas que enxerga as Farmácias Pague Menos cada vez mais perto do retrovisor, após a rede cearense concretizar a compra da Extrafarma.

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Novos remédios para obesidade prometem perda significativa

As três últimas décadas de estudos sobre obesidade mostram que emagrecer em uma sociedade como a nossa, pouco ativa e com fácil acesso a alimentos para parte da população, deve ser cada vez mais difícil para quem atingiu marcas de sobrepeso ou já está em um quadro de comorbidade. Por essa razão, a liberação de medicações como o Wegovy, recém-aprovado pela Anvisa, tem sido comemorada por especialistas, que alertam para o uso consciente desse tipo de produto.

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