Ozempic diminui o pensamento frequente em comida

O ingrediente ativo do Ozempic e Wegovy é a semaglutida, um composto que afeta as áreas do cérebro que regulam o apetite, diz Gabbay. A substância também leva o estômago a se esvaziar mais lentamente, de modo que quem toma o remédio se sente saciado mais rapidamente e por mais tempo. A própria saciedade pode suavizar o barulho da comida, indica ela..

Outra explicação teórica sobre o que leva o Ozempic a calar o “food noise”: a semaglutida ativa receptores do hormônio GLP-1. Estudos feitos com animais mostram que esses receptores são encontrados em células de regiões do cérebro que são especialmente importantes para a motivação e recompensa, apontando para uma maneira potencial em que a semaglutida pode influenciar os desejos. É possível, embora não tenha sido comprovado, que o mesmo ocorra com os humanos, pontua Hwang.

Isso explicaria por que as pessoas que tomam o medicamento dizem que a comida deixa de lhes dar prazer –e às vezes o álcool também.

Pesquisadores continuam a investigar o funcionamento da semaglutida, como ela pode influenciar aspectos do funcionamento cerebral como este tipo de pensamento excessivo, e seu potencial de utilização para outras finalidades, como o tratamento da adição.

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Agência dos EUA aprova terapia de US$ 3,2 mi para distrofia muscular de Duchenne

A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou na última semana a primeira terapia gênica para o tratamento de pacientes com distrofia muscular de Duchenne, doença que provoca a fraqueza progressiva dos músculos.

Chamada de Elevidys, a terapia foi aprovada exclusivamente para pacientes de 4 e 5 anos de idade e custará US$ 3,2 milhões (cerca de R$ 15 milhões), o que a torna a segunda terapia gênica mais cara dos EUA, atrás apenas de um tratamento para hemofilia B, disponibilizado por US$ 3,5 milhões.

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Remédio com inteligência artificial entra em teste

A Insilico Medicine iniciou os ensaios clínicos de fase 2 de um medicamento inteiramente descoberto e projetado por inteligência artificial (IA). As informações são da Exame.

Trata-se do medicamento INS018_055, usado no tratamento para a fibrose pulmonar idiopática, doença que reduz a capacidade do órgão de realizar trocas gasosas. A empresa recrutará 60 pessoas com fibrose pulmonar idiopática na China e nos EUA para avaliar a segurança, tolerabilidade e eficácia preliminar do medicamento.

Com sede em Hong Kong e Nova York e sob a tutela do cientista de origem letã Alex Zhavoronkov, a empresa de biotecnologia é apoiada pelo conglomerado chinês Fosun Group e pela gigante do private equity Warburg Pincus.

Com bilhões de dólares investidos na criação de ferramentas de inteligência artificial destinadas a revolucionar o desenvolvimento de medicamentos, a Insilico faz parte de uma corrida entre grandes farmacêuticas e investidores para explorar uma oportunidade de mercado de US$ 50 bilhões para a IA no setor, conforme relatado pela Morgan Stanley.

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