A epidemia abarca medicamentos como o Vicodin, o Fentanil e o Percocet, mas a grande escalada começou em 1995, quando a FDA (Food and Drug Administration, órgão que controla alimentos e remédios nos Estados Unidos) aprovou o uso da OxyContin (ou Oxicodona), produzida pela gigante farmacêutica Purdue Pharma.
A “Oxy”, como é chamada nas ruas, foi promovida como um “analgésico milagroso e totalmente seguro”. Na prática, sua composição é muito parecida com a da heroína, enquanto sua potência chega a ser duas vezes superior à da morfina. A diferença é que o comprimido contém um revestimento de liberação prolongada e gradual, reduzindo, assim, os riscos de dependência e morte por overdose. Supostamente.
O uso contínuo da Oxicodona não apenas provoca dependência grave, como também leva o paciente a adquirir tolerância aos princípios ativos da droga. Logo, ele precisará de doses cada vez maiores para suprir suas necessidades — e aliviar os sintomas de abstinência.
Um grande percentual acaba recorrendo ao mercado negro, mas não que seja difícil de se obter uma receita de Oxicodona nos EUA. Muito pelo contrário: estimulados por um programa de comissões da Purdue, os médicos americanos sem grande apego à ética passaram a receitar o medicamento para qualquer enxaqueca.
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