Fabricante do Ozempic processa spas e clínicas que vendem versões manipuladas do medicamento

A farmacêutica Novo Nordisk processou vários spas médicos, clínicas de perda de peso e de bem-estar, alegando venda ilegal de versões manipuladas do Ozempic e outros medicamentos da empresa para pessoas que tentavam perder peso.

Em ações movidas em tribunais federais nos Estados Unidos nesta terça-feira (20), a Novo Nordisk acusou os spas e clínicas de propaganda enganosa, violação de marca registrada e concorrência desleal.

A empresa pediu aos tribunais que impeçam os spas e clínicas de afirmar que seus medicamentos contêm o principal ingrediente do Ozempic e medicamentos relacionados. Também pediu que a Justiça exija que divulguem que seus produtos não são afiliados à Novo Nordisk e que não são medicamentos aprovados.

As ações legais são um novo sinal de quão popular o Ozempic — e dois outros medicamentos da Novo Nordisk chamados Wegovy e Rybelsus — se tornou depois que os pesquisadores descobriram que seu ingrediente principal poderia ajudar certas pessoas com sobrepeso a emagrecer e as celebridades começaram a divulgar seus benefícios.

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Para sustentar a expansão, a companhia abriu as salas de aula para alunos de especialização e pós-graduação. O processo começou em 2019 com a incorporação da Medcel, especializada em cursos preparatórios para provas de residência médica. Dessa fusão, nasceu a Afya. No mesmo ano, a companhia captou US$ 248 milhões com a abertura de capital na Nasdaq para impulsionar as novas aquisições.

A pandemia trouxe problemas que se tornaram soluções, como a telemedicina e prescrição eletrônicas, antes vistas como heresia, mas depois regulamentadas. De lá para cá, a Afya investiu R$ 508 milhões na aquisição de 11 healthtechs de serviços digitais para a área médica. Hoje, a companhia oferece ferramentas para gestão de vários serviços, acesso a novos protocolos, estudos e tratamentos, e também uma plataforma de comparação de preços de medicamentos em farmácias. Para a indústria, há um serviço para distribuição de conteúdo e amostras a médicos.

“Os serviços digitais para medicina vão crescer muito no país e prevemos, até 2028, aumentar a receita líquida com o segmento de R$ 190 milhões para R$ 1,2 bilhão”, calcula. Com o avanço, a participação desse filão saltará de 10% para algo entre 20% e 30% da receita líquida. “Em dez anos, esse será nosso principal negócio.”

Para o segmento de educação, o plano do executivo é incorporar uma nova instituição com 200 vagas de medicina por ano e chegar a 15% de participação no mercado. Para ele, a Afya é um projeto de vida. “Não me vejo só como executivo, mas também como fundador.”

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Estudo acha no Brasil planta com canabidiol. E não é a maconha

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificaram a presença de canabidiol (CBD) em frutas e flores de uma planta nativa do Brasil, o que abre caminho para o uso da substância no País sem restrições legais. Trata-se da Trema micrantha blume, encontrada em Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

O canabidiol é usado para fins medicinais para tratamento de algumas doenças. O uso no Brasil, porém, é restrito. No ano passado, resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou que os médicos só podem prescrever o CBD para tratar epilepsias na infância e na adolescência.

Uma das barreiras é que a fonte mais comum de canabidiol é a Cannabis sativa (nome científico da maconha), que tem também na composição o tetrahidrocanabinol (THC), uma substância psicoativa. O cultivo e a comercialização da planta no Brasil são proibidos, e a discussão sobre a produção para fins medicinais está parada no Congresso Nacional.

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