Os resultados apontam que os pacientes que faziam uso regular da aspirina sofreram 20 AVCs isquêmicos a menos, mas tiveram 29 eventos de hemorragia intracraniana. O risco de hemorragia intracraniana foi de 1,1% para os usuários de aspirina e de 0,8% para os usuários de placebo —por isso, os autores afirmam que não há nenhuma vantagem nesse uso supostamente preventivo.A aspirina tem propriedade antitrombótica e evita a formação de coágulos, explica Gisele Sampaio, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein. – Mara Zemgaliete/Adobe Stock
O trabalho endossa a recomendação da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA publicada no ano passado. A diretriz foi elaborada por um grupo de especialistas independentes e afirma que a aspirina não deve ser prescrita para prevenir um primeiro ataque cardíaco ou AVC em idosos saudáveis. Por outro lado, para as pessoas que já sofreram um AVC ou um infarto, por exemplo, o uso diário do medicamento continua sendo indicado como parte dos cuidados preventivos de uma nova ocorrência.
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