PIB da Dinamarca é influenciado por alta nas vendas de fabricante do Ozempic

O aumento nas vendas de produtos da farmacêutica Novo Nordisk em 2023 está afetando diretamente o produto interno bruto (PIB) da Dinamarca, que está registrando crescimentos acima das expectativas devido ao sucesso de medicamentos contra a obesidade Ozempic e Wegovy.

A Novo Nordisk vem registrando números históricos, primeiro ao se tornar a empresa mais valiosa da Europa na última semana ao ultrapassar em valor de mercado o conglomerado de luxo LVMH, quando foi precificada em US$ 446 bilhões – acima do PIB da Dinamarca, que é estimado em US$ 395 bilhões – e por registrar um crescimento 26% nas vendas em 2022.

Os dados ajudam a explicar o impacto da empresa na economia da Dinamarca, que registrou alta de 1,7% nos seis primeiros meses de 2023 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Descontando os resultados da indústria farmacêutica, a economia dinamarquesa iria registrar queda de 0,3% no período.

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Farmacêuticas estudam ir à Justiça contra nova regra para cobertura de plano de saúde

Por enquanto, existem somente cinco registros na categoria de terapias avançadas, que inclui produtos para doenças raras ou linhas de tratamento oncológico fabricados por Novartis, Janssen e Gilead.

Um deles é o Zolgensma, da Novartis, cujo custo elevado –que pode superar R$ 8 milhões, segundo operadoras– vem preocupando executivos do setor de planos de saúde.

Também classificado como terapia avançada, o Kymriah atua por meio da retirada de células T do sangue do paciente para colocar um novo gene e atingir as células cancerosas do corpo, segundo a fabricante Novartis.

Em nota à Folha, a farmacêutica afirma que vem acompanhando a discussão. Segundo a empresa, este é um tema amplo e que diz respeito a todo o ecossistema de saúde.

De acordo com a nota técnica da ANS, os produtos em questão não são medicamentos comuns, mas uma “cadeia de produção e manipulação gênica, envolvendo etapas que, segundo a regulamentação sanitária, precisam estar estabelecidas e registradas para a adequada utilização”.

Ainda conforme o documento, “mesmo ao se realizar todo o processo de forma padronizada e dentro das especificações, há ao final o risco de que o produto a ser dispensado e aplicado não preencha as características necessárias estabelecidas como critérios clínicos para a eficácia do produto”.

Procurada pela reportagem, a ANS afirma que sua decisão “foi no sentido de proteger o consumidor, pois torna indispensável o estudo da terapia por meio da avaliação de tecnologias em saúde e privilegia a participação social”, diz o órgão em comunicado.

Entre os pontos da análise para a definição das novas regras, a agência diz também que a necessidade de criar uma regulamentação específica sobre o tema e as características de preparo de alguns destes produtos sugerem que eles não são comparáveis aos medicamentos até então registrados na Anvisa, tanto pela complexidade de sua produção, quanto pelo seu custo.

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Associação chama Haddad para liberar cannabis retida pela Receita Federal

A Abicann (Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis) reclamou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que a Receita Federal, órgão vinculado à pasta, impôs à importação dos medicamentos à base de cannabis uma fiscalização “acima do normal”, o que está prejudicando pacientes.

A associação afirma que os fiscais criam mais dificuldades no aeroporto de Guarulhos (SP), mesmo verificando que os produtos estão acompanhados de receitas médicas e autorização da Anvisa.
OUTRO LADO: Fiscais afirmam que têm um volume grande demais para verificar e que retenção se refere a 11 importadores

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Como pessoas com HIV podem envelhecer com saúde

Um estudo recente, por exemplo, mostrou que uma estatina reduziu significativamente o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais entre adultos de meia-idade e idosos com HIV, e pode revelar informações biológicas sobre a razão pela qual esse grupo tende a envelhecer mais rapidamente do que outros. E uma série de hospitais acadêmicos criaram clínicas especializadas para idosos com o vírus, oferecendo médicos especialistas, bem como assistentes sociais, conselheiros sobre abuso de substâncias, psicólogos e nutricionistas.

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STJ: Plano não pode negar custeio de medicamento para uso ‘off-label’

​A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que uma operadora de plano de saúde deve custear tratamento com medicamento prescrito pelo médico para uso “off-label” (ou seja, fora das previsões da bula).

De acordo com o colegiado, se o medicamento tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – como no caso dos autos –, a recusa da operadora é abusiva, mesmo que ele tenha sido indicado pelo médico para uso off-label ou para tratamento em caráter experimental.

Na origem do caso, uma beneficiária do plano de saúde ajuizou ação contra a operadora para pleitear o custeio do medicamento antineoplásico Rituximabe, administrado durante a hospitalização para tratamento de complicações decorrentes de doença autoimune.

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