A queda registrada em maio foi puxada, na comparação com maio do ano passado, pelas baixas de 16,1% de tecidos, vestuário e calçados e de 14,2% de hipermercados e supermercados. O único avanço foi registrado por artigos farmacêuticos, que cresceram 2,6%.
Na mão contrária, o único segmento a apresentar alta em maio frente a igual período do ano passado foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que subiu 2,6% no volume de vendas, depois de altas de 4,3% em abril em relação ao mesmo período de 2022 e de 11,1% em março ante igual mês do ano passado.
Calvelli destaca que o segmento acaba sendo o mais inelástico, dada a necessidade de compra de medicamentos relevantes para o consumidor. “Tem crise, mas não tem como reduzir consumo”, diz o economista, lembrando ainda que o crescimento do segmento este ano também pode estar ligado a uma base mais baixa no ano passado devido à pandemia.