Investimentos do setor farmacêutico travam por falta de pessoal na Anvisa

O levantamento foi feito pelo Grupo FarmaBrasil, que representa as empresas do setor. O cálculo levou em conta dois fatores: solicitações em análise ou paradas de aprovação de medicamentos; valor médio de mercado para cada categoria dos produtos.

Por categorias, R$ 9,4 bilhões dos medicamentos que estão sob análise ou esperando análise são biológicos, R$ 4,1 bilhões são novos e inovadores, R$ 4 bilhões são genéricos e similares, R$ 205 milhões são não sintéticos e R$ 31 milhões são fitoterápicos.

O primeiro a chamar publicamente atenção para o tema foi o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em fevereiro. Na ocasião, ele sugeriu a contratação de pareceristas para acelerar o processo de avaliação. “Há R$ 17 bilhões parados em investimentos na Anvisa”, disse na cerimônia de posse do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli. Na ocasião Cappelli também defendeu maior “eficiência” das agências regulatórias “para alavancar investimentos privados no Brasil”.

Tempo médio para a aprovação de um medicamento é de 776 dias no Brasil e 245 dias nos EUA

FATO RELEVANTE – CIMED 2ª Emissão de Debêntures

CIMED & CO S.A., (“Companhia”) comunica ao mercado em geral, a realização de sua 2ª segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie quirografária, com garantia fidejussória, para distribuição pública da Companhia (“Emissão” e “Debêntures”, respectivamente), no montante total de R$600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais), nos termos da escritura de emissão celebrada entre a Companhia e o agente fiduciário da Emissão (“Escritura de Emissão”).

Hypera aprova distribuição de juros sobre capital próprio no valor total bruto de R$ 61,5 milhões

O conselho de administração da Hypera aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor de R$ 0,09724 por ação ordinária, com retenção de imposto de renda na fonte, equivalente ao montante total bruto de R$ 61.550.835,08.
O pagamento será realizado até o final do exercício social de 2025, em data a ser oportunamente definida pela companhia, com base na posição acionária ao final de 23 de abril de 2024, sendo que as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 24 de abril de 2024, inclusive.

O plano da Biomm para começar a vender o similar do Ozempic no Brasil

Hoje, a Biomm comercializa quatro medicamentos de empresas estrangeiras. São dois tipos de insulina vindos da China e da Índia, um anticoagulante importado da Itália e um medicamento para câncer de mama produzido na Coreia do Sul. Outros quatro produtos, também de fabricação estrangeira, ainda dependem da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A semaglutida da Biocon junta-se a esse pipeline.
As expectativas para a comercialização do similar do Ozempic no Brasil são altas. A empresa diz que ainda não é possível quantificar a redução de preço do medicamento, mas acredita que, independentemente da magnitude do ajuste, há uma grande demanda reprimida a ser destravada.

“Se o preço for 10% mais barato, a demanda aumenta em uma proporção muito maior do que isso”, diz Arroyo. Em uma rápida pesquisa na internet hoje, o injetável não é encontrado por menos de R$ 1 mil.

Ozempic: Biomm tem nome do governo no conselho

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) detém 5,52% do capital social da companhia, que tem ações negociadas na Bolsa de valores brasileira. Com isso, tem direito a indicar um nome para o conselho de administração.

Atualmente, quem ocupa essa cadeira é Márcio Bernardo Spata, que tem a função de chefe do Departamento de Acompanhamento da Carteira de Empresas de Capital Aberto do BNDESPar, braço de investimentos do BNDES. Seu mandato na Biomm começou no ano passado e vai até junho deste ano.

Na última quarta-feira (17), a Biomm anunciou acordo para comercializar e distribuir o medicamento semaglutida no Brasil, para tratamento de diabetes, mas que tem sido amplamente utilizado por pessoas interessadas em reduzir o peso.

O anúncio envolvendo o medicamento similar do Ozempic, da europeia Novo Nordisk, fizeram as ações da Biomm saltarem 38% na véspera, e passarem de um preço a R$ 11,11 para R$ 15,35.

HIV: drogas de longa duração revolucionam tratamento

Um comprimido tomado uma vez por semana. Uma injeção administrada em casa uma vez por mês. Até mesmo uma aplicação dada em uma clínica a cada seis meses.

Nos próximos cinco a dez anos, essas opções podem estar disponíveis para prevenir ou tratar o HIV. Em vez de medicamentos que devem ser tomados diariamente, os cientistas estão chegando perto de alternativas de ação prolongada —talvez até mesmo um futuro em que o HIV possa exigir atenção apenas duas vezes por ano, algo inimaginável nas décadas mais sombrias da epidemia.

“Este período é a próxima onda de inovação, novos produtos atendendo às necessidades das pessoas, especialmente na prevenção, de maneiras que nunca tivemos antes”, disse Mitchell Warren, diretor executivo da organização de prevenção do HIV AVAC.

As terapias de longa duração podem reduzir a necessidade de pacientes se lembrarem de tomar um comprimido diário para prevenir ou tratar o HIV. E, para alguns deles, os novos medicamentos podem amenizar o estigma da doença, que continua sendo um obstáculo ao tratamento.

Empresas são acusadas de calote por médicos plantonistas

Dezenas de médicos acusam empresas e organizações sociais contratadas para gerenciar plantões na região metropolitana de São Paulo de calote e atraso nos pagamentos pelos serviços prestados em 2023.

Os valores chegam a R$ 50 mil, e a demora no pagamento já dura de 20 dias a um ano e meio, segundo fontes ouvidas pela Folha. As empresas citadas são a MS Emergências Médicas, RNF Serviços Médicos SS Ltda., Centro de Diagnóstico de Cabreúva Ltda., Santa Casa de Misericórdia de União e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde.

Elas foram contratadas para gerenciar plantões prestados em serviços da rede pública, em eventos públicos e privados e em ambulatórios de estabelecimentos privados, como shoppings.

Inundação de aço barato chinês alimenta reação global, dos EUA ao Brasil, Índia e Vietnã

Em um sinal de que a briga comercial com os EUA pode estar se intensificando, o Ministério do Comércio da China disse na sexta-feira que vai impor uma taxa de 43,5% às importações de um produto químico importante dos EUA, depois que uma investigação concluiu que as empresas americanas fizeram “dumping” no mercado chinês. A China iniciou no ano passado a investigação sobre o ácido propiônico — usado na produção de alimentos, medicamentos e pesticidas —, após reclamações de produtores chineses.