Executivo lucra com aposta em empresa rival e é acusado de insider trading
Executivo de biotecnologia Matthew Panuwat comprou opções sobre ações de outra empresa farmacêutica – e ganhou um lucro inesperado de US$ 120 mil. A Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA) afirma agora que ele cometeu abuso de informação privilegiada, embora não tenha comprado ações do seu empregador e não tivesse informações privilegiadas sobre a empresa em que apostou.
O caso, que será julgado no próximo mês, tornou-se o mais recente teste da lei sobre abuso de informação privilegiada. O Congresso americano nunca definiu o que significa, deixando aos reguladores e tribunais de todo o país decidir o que se qualifica, um processo volátil que por vezes leva os tribunais de recurso a controlarem o que consideram excessos.
Os advogados de defesa apelidaram o caso de Panuwat de o primeiro envolvendo “shadow insider trading”, ou negociação de informações privilegiadas na sombra, um rótulo que descreve executivos que fazem apostas oportunas em ações de outras empresas. A SEC alega que Panuwat comprou opções vinculadas às ações da Incyte, uma farmacêutica rival, porque sabia que elas dariam retorno quando o mercado soubesse que a Pfizer estava comprando sua empresa, a Medivation, em 2016.