Após eleição, Biden diz que EUA não apoiam a independência de Taiwan
O presidente da Câmara, Mike Johnson, pedirá a uma delegação de deputados que viaje para Taipei após a posse de Lai em maio
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Um porcentual espantoso de 19,6% dos espaços de escritórios nas principais cidades dos EUA não foram alugados no quarto trimestre, de acordo com a Moody’s Analytics
“Temos posição acima da média do mercado no espaço de alto rendimento num grupo seleto de países – e acreditamos nessas histórias de consolidação fiscal”, disse David Robbins
Remédios comprados a partir de 1.º de janeiro nos Estados que elevaram a alíquota tiveram remarcação nas lojas
A alta do ICMS acaba contaminando a inflação, porque o imposto está embutido no preço. “O aumento do preço dos remédios para o consumidor será automático”, afirma Sergio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Ele frisa que nem indústria nem varejo têm como arcar com esse custo. A entidade reúne as 30 maiores bandeiras do varejo farmacêutico nacional.
Como as farmácias trabalham com estoques enxutos, o executivo observa que todos os medicamentos comprados a partir do dia 1º de janeiro já estão mais caros nos Estados que majoraram a alíquota de ICMS.
Os preços dos remédios são regulados e só podem aumentar uma vez por ano. Normalmente, os reajustes em razão de alta de custos ocorrem em março. No entanto, quando há alteração de imposto, a legislação tributária prevalece sobre a regra vigente do reajuste normal do setor.
“É inacreditável num período de reforma tributária, que trata da simplificação (dos impostos) e melhoria (da carga tributária) para o cidadão, e depois de a saúde ter sido enquadrada na menor alíquota com redutor de 60%, que isso esteja acontecendo”, diz Barreto. Ele se diz espantado com a decisão de Estados como Maranhão e Rio de Janeiro de cobrarem 22% e 20%, respectivamente, de imposto sobre remédios.
Ainda em testes pré-clínicos, dispositivo feito com material biodegradável possibilita a liberação controlada de fármacos
A homeopatia representa um mercado enorme. Não só no Brasil e na Alemanha, mas também em outros países europeus e sul-americanos, na América do Norte e na Ásia, pacientes recorrem a remédios homeopáticos para problemas estomacais, dores de cabeça e de garganta.
No Brasil, o método terapêutico é oferecido pelo SUS desde 2006. Na França, por outro lado, as seguradoras de saúde cobriram os custos dessas substâncias até 2021. E agora, na Alemanha, o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, quer que ocorra o mesmo: no futuro, quem optar pela homeopatia terá que pagar por isso.
Vários estudos já investigaram a homeopatia e seu efeito em diferentes problemas de saúde. Pesquisas individuais têm importância limitada, enquanto as meta-análises, que incluem muitos estudos, fornecem respostas mais confiáveis.
Uma meta-análise de 1997, publicada na revista especializada Lancet, examinou 89 estudos individuais. A conclusão dos pesquisadores na época foi que o efeito clínico da homeopatia não poderia ser atribuído apenas ao efeito placebo. É essa frase que os homeopatas ainda hoje citam como prova de que a terapia é, sim, eficaz.
A declaração subsequente dos pesquisadores de 1997, por outro lado, é deliberadamente ignorada e relativizada: não há evidências suficientes de que a homeopatia seja claramente eficaz para enfermidades específicas.
Outra meta-análise de 2017, publicada na revista Systematic Review, analisou apenas estudos duplo-cegos nos quais nem os participantes do teste, nem os médicos sabiam se estavam administrando um remédio homeopático ou um placebo. Os estudos duplo-cegos são considerados particularmente confiáveis e conclusivos. O resultado aqui também foi: nenhum efeito sobre doenças específicas.
Uma crítica fundamental feita pelos pesquisadores é que a qualidade de muitos estudos deixa a desejar. Em 2015, o Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália publicou os resultados de um comitê que analisou a situação dos estudos sobre homeopatia. O resultado: quanto pior a qualidade do estudo, melhores os resultados da homeopatia.
“Os argumentos a favor da homeopatia são construídos sobre a areia”, diz a médica alemã Natalie Grams no podcast da DW em inglês Don’t drink the milk.
Grams vinha tratando seus pacientes homeopaticamente há anos com total convicção, até que decidiu escrever um livro sobre o tema e se familiarizou com os estudos. Atualmente, a médica é uma das mais proeminentes críticas alemãs à homeopatia – mas reconhece que o método oferece algo que a medicina moderna muitas vezes não tem.
ick Doblin e Christian Angermayer, cada um a seu modo, pregam otimismo e profetizam uma nova era, renovando sua fé no capitalismo para levar a salvação da saúde mental às massas.
Ex-hippie que manteve acesa a chama por 37 anos na Maps (Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos), Doblin faz contrição na mensagem que circulou sobre a entrada de US$ 100 milhões aplicados por investidores de risco no braço empresarial Maps PBC, criado em 2014, que passou a se chamar Lykos Therapeutics.
O interesse mercadológico na Maps recai sobre a licença que ela espera obter para tratar transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) com psicoterapia assistida por MDMA (ecstasy). Testes clínicos de fase 3 foram realizados, e a agência de fármacos norte-americana FDA pode autorizar esse protocolo ainda neste ano ou no próximo.
“A Maps deu as boas-vindas a investidores quando percebemos que a maior perda de benefício público viria se a terapia assistida por MDMA para TEPT não fosse aprovada e disponibilizada pela FDA devido à falta de recursos”, escreveu Doblin. Para ele, a Maps foi vítima do nosso próprio sucesso:
“Ao longo de décadas de filantropia, quando não havia financiamento governamental/público e os investimentos privados não faziam sentido financeiro, dados os estigmas e obstáculos políticos, os doadores da Maps ajudaram a criar o contexto cultural e o renascimento psicodélico que incubou centenas de empresas psicodélicas com fins lucrativos, muitas negociadas no mercado. Inadvertidamente, a ascensão de empresas com fins lucrativos tornou mais difícil angariar doações adicionais.”
Em fevereiro a FDA decidirá se aceita ou não fazer o exame dos dados apresentados pela Maps PBC/Lykos. Caso aceite, poderá revisá-los em seis meses (via prioritária) ou dez meses (padrão). Em resumo, com sorte a decisão pode sair ainda em agosto.
O passo seguinte será da agência de combate a drogas (DEA), que por lei tem 90 dias, após decisão da FDA, para tirar MDMA da lista mais restrita de substâncias controladas, o famigerado Schedule 1. Enquanto isso, a Lykos vai se dedicar a erguer uma estrutura comercial para oferecer o serviço terapêutico.
Já estão sendo desenvolvidos medicamentos contra a coceira.
Nemolizumab, por exemplo, se concentra no receptor de IL-31. Ele já completou os testes clínicos de fases 2 e 3 para o tratamento de dermatite atópica —uma forma de eczema que causa pele seca, coceira e inflamação.
Para as pessoas que sofrem dessa condição debilitadora, já existe o dupilumab, um medicamento recentemente aprovado que inibe os receptores de IL-4 e IL-13. E outras medicações, como EP262, abrocitinib e upadacitinib, também estão em testes de fase 3 para o tratamento da dermatite atópica.
EP262 bloqueia o receptor acoplado à proteína G relacionado a Mas X2 (MRGPRX2), enquanto abrocitinib e upadacitinib interferem nos processos de IL-4 e IL-13, inibindo um receptor chamado JAK1.
A coceira crônica está relacionada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, entre outros.
Outras condições relacionadas à coceira também podem se beneficiar de novos tratamentos.
Em 2023, por exemplo, o médico e professor de dermatologia Gil Yosipovitch, da Escola de Medicina da Universidade Miller, em Miami (EUA), trabalhou com Brian Kim e outros pesquisadores para realizar testes de fase 3 para uso de dupilumab no tratamento de prurigo nodular (PN) —a mesma condição de Shayanne Boulet.
Após 24 semanas, 60% dos participantes que receberam dupilumab observaram redução significativa da coceira, em comparação com 18,4% dos participantes que receberam placebo.
Por isso, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou o uso de dupilumab para o tratamento de pacientes com PN.
A disseminação de bactérias e outros microrganismos resistentes a quase todos os antimicrobianos disponíveis é um pesadelo mundial. Ela ocorre desde que os primeiros antibióticos começaram a ser usados e avança rapidamente, tirando o sono dos especialistas por representar uma ameaça a uma das maiores conquistas da medicina moderna: a capacidade de debelar infecções. Sem antibióticos eficientes, fica quase impossível realizar cirurgias, transplantes e tratamentos quimioterápicos contra o câncer em segurança. Problemas comuns, como um corte mais profundo ou uma infecção respiratória, podem se tornar uma ameaça à vida.
“Poucas intervenções aumentaram tanto a longevidade humana quanto a oferta de água tratada e o desenvolvimento de vacinas e antibióticos”, conta o infectologista Arnaldo Lopes Colombo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena o Instituto Paulista de Resistência aos Antimicrobianos, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela FAPESP. Algumas estimativas indicam que o uso de antibacterianos para tratar infecções aumentou a longevidade humana em cerca de 20 anos.