Empresas brasileiras continuam investindo em fusões e aquisições para ganhar relevância e aumentar eficiência

O estudo “O futuro estratégico das fusões e aquisições no Brasil: M&A como impulso à transformação”, realizado com 122 organizações, revela que as principais ações executadas por empresas foram adquirir outras companhias (70%), adquirir ativos ou marcas de outras organizações (55%) e adquirir ou investir em startups (45%).

Entre as respondentes, 33% fizeram alguma operação de M&A nos últimos cinco anos. Dessas empresas, 64% pretendem repetir o feito até 2028 (com 24% delas planejando a compra de startups). Esse cenário mostra um alto nível de positividade em relação às estratégias de crescimento dos negócios, entre outros destaques da pesquisa

“As estratégias de M&A têm sido aplicadas não somente para acelerar o crescimento ou conquistar mercado, mas também como oportunidade de acessar novas tecnologias e soluções inovadoras, ampliar a eficiência e atrair talentos especializados”, analisa Venus Kennedy, líder da prática de Estratégia, Analytics e M&A da Deloitte. “São, sobretudo, oportunidades para criar valor e traçar um novo futuro para as organizações.”

Segundo dados da pesquisa, entre as empresas que realizaram operações nos últimos cinco anos, 51% efetuaram pelo menos uma operação, 25% duas ou três, e 24% realizaram quatro ou mais operações – o que evidencia que a busca por crescimento passa por pontos como diversificação e ampliação de mercados estratégicos, de acordo com a especialista da Deloitte.

“A sinergia entre diferentes modelos de negócio, a integração de tecnologias e a aquisição de novos talentos fornecem insumos para que elas ampliem sua eficiência operacional, reduzam custos, diversifiquem portfólio e expandam sua atuação em mercados estratégicos”, afirma.

Sem medicamentos para emagrecer, farmacêuticas sofrem pressão

Fora da corrida pelos medicamentos para emagrecer, farmacêuticas como a Novartis e a Roche tentam inovar de outra forma. O problema é que a paciência dos investidores não anda tão grande assim. As informações são da Bloomberg Línea.

Apesar de viverem momentos semelhantes, cada gigante convive com dores e desafios próprios, tais quais as soluções que estão no radar.

Apesar de ter visto os rivais passarem a frente em velocidade de cruzeiro, isso não significa que a Roche não tenha visto o promissor mercado dos medicamentos para emagrecer.

A farmacêutica viu sim, e mais, antes de muita gente. Mas, sem conseguir os resultados esperados, acabou desistindo do projeto há 10 anos atrás e agora vê os concorrentes colhendo os frutos.

Em paralelo, a multinacional tenta se recuperar de outros baques, como o fracasso na droga para o tratamento do Alzheimer.

Para reconquistar a confiança dos investidores, o laboratório deseja investir na compra da Carmot Therapeutics e de ouras empresas, para reforçar seu pipeline de maneira mais ágil.

á na Novartis, a chegada de Vas Narasimhan como CEO acabou não correndo como planejado. Isso porque alguns negócios feitos por ele nessa fase deram errado e a reestruturação promovida não caiu bem com a equipe.

O novo comando fez cortes de pessoal ao mesmo tempo em que estabeleceu o foco no desenvolvimento de medicamentos com possibilidade de um bom retorno de receita.

Para o executivo, os primeiros resultados das mudanças já podem ser vistos, principalmente levando em conta uma terapia CAR-T que está sendo estudada, originalmente desenvolvida para leucemia, mas agora com foco em pacientes com lúpus.

Em paralelo, a farmacêutica também deseja ir às compras, e somar ao seu pipeline a Califórnia Cytokinetics, segundo o Wall Street Journal. A farmacêutica se recusou a comentar sobre o negócio.

Outra medida para “acalmar” os acionistas foi a recompra de ações daqueles que estavam insatisfeitos com os resultados.

Preço de medicamentos tem primeiro recuo desde 2015

De acordo com o índice calculado pela Fipe, com base em dados da Bionexo, o preço de medicamentos vendidos a hospitais caiu 7,08% em 2023. Essa é a primeira vez que uma retração foi registrada. As informações são do O Dia.

Criado em 2015, o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H) nunca havia registrado um recuo nos preços no recorte anual. Trazendo para o recorte mensal, essa foi a oitava queda seguida.

Em dezembro, os remédios ficaram 0,14% mais baratos para os hospitais. Os fármacos utilizados em tratamentos voltados ao aparelho geniturinário foram os com maior diminuição (-3,13%).
Para o economista e pesquisador responsável pelo indicie, Bruno Oliva, a normalização do mercado no pós-pandemia justifica o recuo nos preços. Segundo ele, houve uma “valorização expressiva” em alguns itens, que vêm se normalizando nos últimos meses.

Outros fatores que influenciaram a queda foram a normalização da cadeia produtiva e as quedas no preço de combustíveis e frete e também na cotação do dólar.

Medicamentos em falta: desabastecimento atinge mais de 40 remédios

Os medicamentos em falta voltam a ser uma grande dor de cabeça para os pacientes que fazem tratamento com remédios de alto custo. Durante o último mês de dezembro, o desabastecimento afetou ao menos 48 fármacos. As informações são do Biored Brasil.

Quem aponta a ausência desses itens nas farmácias de alto custo é o Movimento Medicamento no Tempo Certo. Segundo eles, mais de 5,3 mil pacientes relataram dificuldade para acessar seus tratamentos no período.
Atrite reumatoide é doença mais afetada

Segundo balanço do movimento, os pacientes com artrite reumatoide são os que mais têm sofrido com medicamentos em falta.

Avança projeto de compra direta de medicamentos contra o câncer

Foi aprovado pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 3.070/21, que prevê a compra direta de medicamentos contra o câncer. A decisão foi tomada no fim de 2023. As informações são do site oficial da Câmara dos Deputados.

O PL prevê que, depois do parecer favorável do Conitec para a inclusão de um tratamento no SUS, ele deve estar disponível em até 180 dias para os pacientes atendidos pela rede pública de saúde.

O texto muda, principalmente, como a compra desses remédios pode ser feita. Atualmente, hospitais habilitados fazem essa aquisição e são reembolsados pelo Ministério da Saúde. Com o PL, o objetivo é que a pasta possa fazer as compras diretamente.