Crédito desacelera ‘em linha’ com aperto, diz BC
Ainda que sustente avanço de dois dígitos no acumulado em 12 meses, com 12% até março, o ritmo vem se reduzindo mês a mês
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Alimentos contribuem para recuo do IPCA-15, mas serviços mantêm alta, o que deve dificultar queda da taxa básica de juros
Assim como no fim de 2022, juros altos e inflação voltam a afetar números das companhias
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Taxa fica em 0,57% no mês; acumulado em 12 meses é o mais baixo desde outubro de 2020
A Eurofarma entrou de vez no segmento de consumo com a marca OAZ. A divisão de higiene e beleza nasce com 14 produtos, divididos em três linhas: Oral (com enxaguante bucal), Da praia ao campo (com protetor solar e pós-sol) e Todo Dia (hidratante e sabonete). Até o fim do ano, deve contar com mais de 60 produtos, incluindo também outras categorias, como protetor solar e repelente. Ao aumentar a quantidade de produtos vendidos e de pontos de venda ao longo do ano — hoje, a empresa ainda não fechou contratos com todas as grandes redes farmacêuticas — a Eurofarma estima que esse conjunto de produtos gere um faturamento de, no mínimo, R$ 18 milhões em 2023. A cifra deve quadruplicar nos próximos cinco anos.
A farmacêutica Hypera (HYPE3) informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a emissão de 800 milhões de reais em debêntures simples, não conversíveis em ações, com prazo de vencimento de 5 anos contados a partir de 25 de abril.
Em comunicado ao mercado, a companhia esclareceu que serão emitidas 800 mil debêntures, cada uma com valor de 1 mil reais.
A remuneração dos papéis será equivalente a 100% do DI, com acréscimo de 2,20% ao ano.
Conforme a Hypera, os recursos obtidos por meio das debêntures serão utilizados em um “reperfilamento de dívidas”.
O JCP é uma das formas que uma companhia tem para distribuir parte dos lucros aos investidores. A principal diferença para os dividendos está na forma que esse pagamento é contabilizado e tributado.
No caso dos dividendos, o acionista que recebe a remuneração é isento de imposto de renda (IR). Este capital não é dedutível para fins de apuração do lucro líquido, que é tributado em 34%, mais PIS e Cofins.
Já o JCP é entendido como uma despesa para a companhia, por isso é deduzido do lucro antes da incidência de IR.
Na prática, o JCP diminui o lucro líquido tributável e, por consequência, a quantidade de imposto pago. Em contrapartida, os investidores têm um desconto de 15% na fonte sobre a remuneração. “É polêmico, porque pode ser entendido como uma espécie de artifício contábil. A empresa acaba pagando menos impostos por remunerar o acionista”, afirma Daniela Froener, sócia e advogada tributarista do Silva Lopes Advogados.
O pagamento de juros sobre capital próprio é calculado pela aplicação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 6,05% ao ano, sobre o patrimônio líquido da companhia. E esse cálculo não pode ultrapassar 50% do lucro líquido do exercício antes da dedução do próprio JCP, do IRPJ e depois da dedução do CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) ou 50% dos lucros e reservas de lucro acumulados no exercício (o que for maior).