Fiocruz se posiciona contra a PEC do Plasma

A Fiocruz disse que “a aprovação da PEC pode causar sérios riscos à Rede de Serviços Hemoterápicos do Brasil e ao Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados. A comercialização de plasma pode trazer impacto negativo nas doações voluntárias de sangue, pois há estudos que sugerem que, quando as doações são remuneradas, as pessoas podem ser menos propensas a doar por motivos altruístas”.

Além disso, segundo a Fiocruz, esta prática traz riscos para a qualidade e segurança do plasma e pode aumentar as desigualdades sociais.

“Estudos sugerem, por exemplo, que a comercialização pode atrair pessoas em situações financeiras difíceis, dispostas a vender seu plasma, além de facilitar o acesso a pessoas que podem pagar, em detrimento daquelas que não têm condições”, acrescentou a fundação.

Walmart: quem usa Ozempic compra menos comida que a média

Não foi só o Walmart que se pronunciou sobre o impacto de Ozempic, Wegovy e semelhantes nos hábitos de consumo da população.

Um relatório do banco britânico Barclays de terça (3) apontou que a alta demanda pelos medicamentos pode prejudicar as vendas de redes de fast food, de fabricantes de salgadinhos, refrigerante e álcool e até de empresas que vendem cigarros.

Os analistas também disseram que o efeito pode ser o contrário em outros setores, como o de saúde. Estariam entre as beneficiadas as redes de farmácias e as operadoras de planos de saúde.

Laboratórios americanos vão negociar preços com governo

Segundo anúncio feito pela Casa Branca na última terça-feira, dia 3, os laboratórios americanos aceitaram negociar os preços de dez medicamentos, em atitude que pode servir de exemplo para a indústria farmacêutica brasileira. As informações são do Estado de Minas.

Os remédios em questão são destinados ao tratamento de problemas como câncer no sangue, coágulos sanguíneos, diabetes, problemas cardíacos e psoríase.

A ação do governo dos Estados Unidos visa baratear fármacos cobertos pelo Medicare, programa de seguro saúde para pessoas com mais de 65 anos no país.

Consumer health cresce 10,7% no varejo farmacêutico

O segmento de consumer health (CH) ganha relevância no volume de negócios do varejo farmacêutico e cresceu 10,7% em faturamento nos últimos 12 meses até julho de 2023. É o que indica estudo da IQVIA, que apontou também que a categoria já representa 47% das vendas em farmácias – quatro pontos percentuais a mais em relação a 2015.

De acordo com a pesquisa, a constante ida do consumidor à farmácia tem uma relação direta com a conveniência e a variedade disponível nos PDVs. O mercado de consumer health, em 2019, movimentava R$ 56,2 bilhões e 3,3 bilhões de unidades comercializadas. Já no intervalo de agosto a julho de 2023, a movimentação foi de R$ 94,2 bilhões, crescimento de13,9%. Foram 4,4 bilhões de unidades comercializadas no período.

Taxa de exames positivos para covid está em alta

Pela primeira vez desde dezembro do ano passado, a taxa de exames positivos para covid-19 atingiu a marca de 30%. Um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) divulgado no dia 29 de setembro, confirmou um crescimento de cinco pontos percentuais nos últimos 15 dias. As informações são da Folha de São Paulo.

A taxa de testes com resultado positivo chegou a 30,2% entre os dias 17 e 23 de setembro, e confirmou uma alta que já era acompanhada há mais de dois meses.

A análise incluiu exames realizados pelos laboratórios privados Dasa, DB Molecular, Fleury, Hospital Israelita Albert Einstein, Hilab, HLAGyn e Sabin.