O negócio milionário do cheiro de Anitta para a Cimed e a entrada em um novo segmento

Na sala ainda montada de uma recente convenção de vendas, na sede do grupo Cimed, em São Paulo, embalagens coloridas preenchem a parede de cima a baixo. São as caixas da linha de perfumes íntimos Puzzy by Anitta, parceria da cantora e empreendedora Anitta com a farmacêutica, lançada em agosto passado, que chega a seis fragrâncias. Mas a parceria deve crescer.

A dobradinha com a Cimed, na qual Anitta tem participação nas vendas, “previa o desenvolvimento de novos produtos”, disse ao NeoFeed Karla Felmanas, vice-presidente do grupo. O NeoFeed apurou que está nesta lista o lançamento de produtos cosméticos, alinhados ao estilo de vida da artista, e também de beleza íntima. A Cimed não quis comentar.

Mas como a Cimed estabeleceu no ano passado como meta lançar 150 produtos em cinco anos, em especial na área de medicamentos e vitaminas, ter no mercado lançamentos que se beneficiam do “efeito Anitta” é, no mínimo, estratégico.
Além de ampliar a parceria com Anitta, outra aposta de crescimento para a Cimed é a área de estética. Especificamente com o ácido hialurônico injetável, um setor em expansão em especial com a onda das harmonizações faciais.

Segundo o Painel de Harmonização Facial da IQVIA4, multinacional de informação em saúde e pesquisa clínica, o mercado de injetáveis estéticos (incluindo aí toxina botulímica, bioestimuladores de colágeno, ácido hialurônico, entre outros) cresceu 46,5 % no Brasil, em 2021.

A previsão é que mercado global de ácido hialurônico chegue a US$ 4,4 bilhões este ano e cresça numa média de 9,1% ao ano até 2027, segundo a consultoria Report Linker.

Faz sentido o alto preço dos remédios no Brasil?

O Governo aprovou, no início da semana, o reajuste de 5,6% para os preços dos remédios, válido em todo território nacional a partir de segunda-feira (3/4). O valor foi calculado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), obedecendo ao teto de medicamentos brasileiro. Contudo, uma pesquisa promovida pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revela que o valor estabelecido pelo teto é muito alto – e, portanto, não cumpre a função de controlar variações de preços como deveria.

A Cmed é o órgão responsável por vincular um preço máximo aos medicamentos comercializados nacionalmente. As indústrias farmacêuticas, assim como o varejo, são obrigadas a respeitar o limite de valor pré-estabelecido e que varia para cada remédio. “Por ser muito alto, esse teto não impede, por exemplo, um aumento muito elevado no preço de remédios que possa prejudicar o acesso ou a própria compra pelo Sistema Único de Saúde”, afirmou, no programa PULSO, do Outra Saúde, Matheus Falcão, assessor do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O programa foi ao ar na terça-feira, 4/4.

A pesquisa acompanhou dados de acesso a remédios desde a implementação do sistema de regulação, nos anos 2000, até agora. Apesar de especialistas considerarem o teto defasado, as regras jurídicas não permitem que a Cmed altere o limite atual. Para o Idec, a única possibilidade de alterar o teto de forma efetiva seria através de um projeto de lei. Falcão cita o PL 591, que tramita no Senado e propõe um conjunto de mudanças na regulação existente – inclusive o aumento da transparência exigida das farmacêuticas quanto aos custos reais de produção e distribuição de seus produtos.

Eli Lilly warns EU will miss out on key drugs under planned change to patent rules

Chief executive says draft plan to cut market exclusivity protection could make pursuing some treatments unviable

The chief executive of one of the world’s biggest pharma groups has warned Europe may miss out on new drugs for conditions such as heart disease and cancer if it pushes ahead with “troubling” new legislation.

David Ricks, Eli Lilly’s chief executive, said under a draft plan to cut market exclusivity protection from 10 to eight years, it might not be worth the industry pursuing treatments for chronic diseases or cancer trials.

He said investment in treatments for Alzheimer’s and obesity, where Eli Lilly has key potential medicines in its pipeline, would also be affected if generic drugmakers were allowed to create cheaper alternatives earlier.

Produção de medicamentos aumenta 30% na Blau

A produção de medicamentos de especialidades aumentará 30% na Blau Farmacêutica. A companhia acaba de obter aval para iniciar a comercialização de remédios injetáveis nas suas duas novas linhas fabris em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo.

O laboratório ampliará também para três o número de turnos na nova fábrica. “Essa planta foi inaugurada no final de 2022, com equipamentos de última geração, ambientes monitorados por inteligência artificial e um sistema integrado de Audit Trail, é focada na produção de medicamentos da unidade de especialidades. Tudo no mais alto nível em nossa indústria 4.0”, ressalta o CEO Marcelo Hahn.

A operação exigiu que a Blau reforçasse o contingente de colaboradores. A farmacêutica contratou 200 profissionais nos últimos quatro meses.

Exclusivo: Cimed lança cashback para farmácias

A farmacêutica Cimed, que está a 45 anos no mercado e atingiu R$ 1,9 bilhão de receita líquida em 2022, com aumento de 22,5% em relação ao ano anterior, contou, em entrevista exclusiva ao portal Guia da Farmácia, que lançará este mês um sistema de cashback para as farmácias.

“A farmácia compra os produtos, e partir do momento que faz o sell out, já pode se cadastrar no nosso site, e a Cimed reembolsa diretamente para ela, um valor de cashback”, explica o CEO da Cimed, João Adibe Marques, sobre o sistema inovador.

A farmacêutica também planeja lançar 50 produtos este ano, com a entrada na categoria de estética, com o lançamento de um ácido hialurônico. Entre os lançamentos, terão genéricos, OTCs na categoria dores, itens de higiene e beleza, além de vitaminas.

Talco da Johnson pode render indenização de US$ 8,9 bi

O talco da Johnson & Johnson pode render uma indenização de US$ 8,9 bilhões para as milhares de pessoas que processaram a farmacêutica.

Segundo informações da agência Dow Jones, esse é o custo que a empresa se dispôs a assumir para encerrar as ações judiciais sobre o caso, no qual mulheres alegavam ter contraído câncer em função do uso do talco com amianto. Caso a Suprema Corte dos Estados Unidos aceite a proposta, seria um dos maiores acordos relacionados a contaminações de produtos na história da justiça do país.

A Johnson & Johnson informou que a LTL Management, unidade de negócios responsável pela produção da marca Johnson’s Baby Powder, entrou com um novo pedido para evitar o processo de falência, em troca da aprovação dessa indenização com parcelamento em até 25 anos.

Novo CD da Roche inicia operações

O novo CD da Roche já está em operação. A farmacêutica concluiu o processo de transferência do complexo de Anápolis para Aparecida de Goiânia (GO).

O centro de distribuição reúne 3.300 m² de área de armazenagem. A mudança acontece após 17 anos de instalação da companhia suíça no Distrito Industrial de Anápolis. A estrutura já contempla 70 funcionários e colaboradores, mas a Roche planeja gerar pelo menos 200 empregos diretos.A nova estrutura viabilizará os planos da Roche de ampliar em 55% o volume de pesquisas clínicas no Brasil. Inclusive, a farmacêutica expandiu em 90% a área de perecíveis para o manuseio de medicamentos mais sensíveis e sujeitos a controle de temperatura.

MIPs em farmácias estão no alvo do Cristália

Os MIPs em farmácias são a bola da vez nos negócios do Cristália. O laboratório nacional aposta em um segmento que já movimenta mais de R$ 30 bilhões nos PDVs, enquanto investe nas patentes mundiais para seguir consolidada em medicamentos de especialidades.

O primeiro lançamento da nova unidade de negócios do Cristália foi a marca Cutisanol ®, em 2022, quando foi criada a unidade de negócios do laboratório voltada para MIPs. Somente em janeiro de 2023, foram lançadas cinco marcas: Dexaliv®, Dermidrata ®, Mamaliv®, Ana-flex ® e Materplena®. Em fevereiro, o Cristália passou a ser o distribuidor do medicamento fitoterápico Passiflorine ® PI 500 mg, por meio de parceria com o Instituto BioChimico.

Reajuste de medicamentos é menor que inflação

Mas, no marco do atual modelo de controle de preços de medicamentos, as empresas do setor têm notórias dificuldades para equilibrar suas contas. Na série histórica, o reajuste acumulado de preços de medicamentos está abaixo da inflação geral (IPCA). De 2013 a 2023, a inflação geral (IPCA) somou 98,4% ante uma variação de preços dos medicamentos de 65,4%.