Antiácidos são criados via IA

Pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, criaram uma plataforma de inteligência artificial (IA) para o desenvolvimento de medicamentos antiácidos. As informações são do Canaltech.

O objetivo da tecnologia é criar uma nova geração de remédios para acidez no estômago, deixando para trás os atuais inibidores de bomba de prótons, como esomeprazol, omeprazol, pantoprazol e rabeprazol.

As primeiras descobertas da equipe com a plataforma e os caminhos para um novo medicamento antiácido, ainda mais eficaz que os disponíveis atualmente nas farmácias, foram publicados na revista Communications Biology. Os testes com humanos da nova medicação ainda não foram iniciados.

Medicamento para doença falciforme tem registro cancelado

A Anvisa cancelou o registro do medicamento para doença falciforme Adakveo (crizanlizumabe), da Novartis. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 30.

O Adakveo estava indicado para reduzir a frequência de crises vaso-oclusivas (CVOs) em pacientes adultos e pediátricos de 16 anos de idade ou mais com doença falciforme. O registro do produto foi concedido com base na RDC 205/2017, que permite a apresentação de Termo de Compromisso (TC) para medicamentos utilizados para doenças raras.

Segundo a Anvisa, o registro foi cancelado por falha na comprovação da eficácia do produto, observada no acompanhamento do TC firmado entre a empresa e a autarquia na época da concessão do registro sanitário. A decisão levou em consideração tanto a análise da documentação técnica apresentada, como reuniões com a empresa e consulta à Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Carf muda classificação de produto de beleza e afeta IPI

O produto de beleza Nivea Milk viu sua classificação ser modificada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O conselho julgou que a loção deve ser considerada um desodorante, e não um hidratante, o que incidirá diretamente na cobrança de IPI. As informações são do Valor Econômico.

Quem definiu a mudança foi a 1ª Turma da 3ª Câmara da 3ª Seção. Tudo começou quando a Beiersdorf Indústria e Comércio, proprietária da marca Nivea, classificou a linha Milk e outros produtos como desodorantes.

Ante o IPI, tal manobra gera um grande impacto, uma vez que esses itens tem uma alíquota de 7%, diferente dos hidratantes, que possuem uma taxa mais de três vezes superior, 22%.

A família Dorflex cresceu

O Dorflex Max é o novo integrante da família Sanofi. Em um só comprimido, o medicamento combina 600 mg de dipirona, 70 mg de orfenadrina e 100 mg de cafeína, que potencializam a ação terapêutica contra as dores mais intensas.

Foram anos de pesquisa para chegar nessa fórmula inovadora, que está em sinergia com a rotina estressante do brasileiro. Como parte da estratégia de divulgação, a farmacêutica apresenta o slogan Vai em frente e deixa a dor com a gente, que enfatiza a importância do equilíbrio entre a correria diária e o autocuidado.

Além disso, a campanha Histórias Reais ilustra a jornada dos brasileiros que usam a criatividade para alcançar os objetivos, com o Dorflex Max chegando como um aliado. O lançamento está disponível nas versões blister com quatro comprimidos e caixinhas com oito e 16 unidades.

Biotecnologia brasileira em ascensão: a força gerada pela própria natureza

O principal programa governamental está nas mãos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Lançada em 2021, a Rede Brasil-Biotec pretende promover o avanço científico e, para isso, aposta em quatro áreas prioritárias: saúde humana, agropecuária, industrial e ambiental marinha.
A Eurofarma é outra empresa que enxerga grande valor nos esforços da biotecnologia, segundo Martha Penna, vice-presidente de inovação. Ela salienta que o envelhecimento da população tem gerado aumento de doenças oncológicas, neurodegenerativas e de fundo autoimune que podem ser mais bem combatidas com medicamentos biológicos.

Além do desenvolvimento próprio em biotecnologia, a Eurofarma tem outras frentes. Uma delas, em parceria com outras empresas, busca o licenciamento de produtos para fabricação ou venda na América Latina. Uma das parcerias é com a Henlius, farmacêutica chinesa especializada em medicamentos biológicos destinados ao tratamento de diversos tipos de câncer. Na outra ponta, criou a Eurofarma Ventures, fundo corporativo de venture capital focado em biotechs. Ao todo, serão até US$ 100 milhões para investimentos em startups que tenham projetos em fase inicial de descoberta e desenvolvimento de medicamentos.

Esse mercado exige alto investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), o que coloca um grande desafio para as biotechs. A Regenera Moléculas do Mar, que desenvolve soluções utilizando móleculas e micro-organismos da biodiversidade marinha, conseguiu conduzir pesquisas ao chamar a atenção de grandes clientes, entre eles a Eurofarma e a Natura.

IA pede passagem

“Em cinco anos, podemos virar o mapa da inovação no país de ponta-cabeça, usando o poder de compra do Estado para acelerar pesquisas nas áreas em que temos vantagens comparativas, como o enfrentamento das mudanças climáticas”, afirma. Entre as frentes promissoras, ele cita a rota tecnológica de geração de hidrogênio com etanol e a criação de novos medicamentos e terapias no Sistema Único de Saúde (SUS). Em agosto, o governo federal anunciou um programa de investimentos de R$ 60 bilhões até 2026 para apoio à inovação.

Parcerias entre universidades e empresas turbinam a produtividade

O setor empresarial considera a inovação um pilar para o aumento da produtividade que, por sua vez, contribui de forma direta para o crescimento econômico. Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) aponta que o aumento da produtividade das empresas pode gerar um incremento de US$ 1 trilhão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos próximos cinco anos e fazer o Brasil subir quatro posições (do 12º para o 8º lugar) no ranking das maiores economias do mundo até 2027.
Os desembolsos financeiros para apoiar a inovação saltaram de R$ 1,5 bilhão em 2020 para R$ 2 bilhões no ano passado. Em 2021, foram contabilizados 1.990 projetos, que somaram R$ 1,9 bilhão em recursos, beneficiando 860 empresas. No exercício passado, o montante evoluiu para 2,4 mil acordos de cooperação, abrangendo mil empresas.

Fake news representam desafio no caminho da inovação

As fake news também podem ser usadas por pesquisadores inescrupulosos, capazes de adulterar dados para conseguir financiamentos ou uma projeção efêmera. “Um caso clássico, descoberto em 2017, envolveu o médico ítalo-americano Piero Anversa, que apregoava a regeneração do tecido do coração por células-tronco. Ele falsificou dados em artigos científicos para demonstrar a sua tese, mas acabou desmentido por uma investigação da Universidade de Harvard e do Hospital Brigham and Women, de Boston [EUA], que o patrocinavam”, conta o biomédico Samuel Goldenberg, membro da Academia Brasileira de Ciências e conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Quanto mais desafiadoras as pesquisas médicas, mais sujeitas estão a fake news, nota Goldenberg. “No ano passado foram publicados cerca de 290 mil artigos relacionados ao tratamento do câncer. Não há como controlar a qualidade de um volume tão grande assim. Muitas vezes, algum resultado que se mostra promissor em testes com camundongos logo é alardeado como uma solução à vista. Mas é preciso considerar que nós não somos camundongos”, alerta.

Produtividade de ponta impulsiona indústria brasileira de papel e celulose

De acordo com a diretora de assuntos corporativos da Ibá, Renata Stringueta Nishio, o Brasil tem hoje quase dez milhões de hectares de área plantada e outros seis milhões de hectares de áreas nativas preservadas. Ela destaca que, além da boa adaptação das culturas do eucalipto e do pinus, a indústria de papel e celulose trabalha hoje com uma gama de cinco mil bioprodutos, “todos de origem renovável, recicláveis e em sua maioria biodegradáveis – livros, papel, copos, canudos de papel e painéis de madeira”. A Klabin, por exemplo, colocou no mercado um tipo de saco de cimento que não precisa ser descartado. “A gente chama de dispersível, ou seja, nem precisa abrir a embalagem, pode colocar tudo na máquina de produzir cimento, porque essa embalagem é biodegradável”, diz Ávila.

Além disso, a árvore também está presente, a partir da celulose solúvel, em diversos outros produtos, como alimentos, medicamentos e roupas. No mercado têxtil, inclusive, as fibras provenientes de árvores já representam 6% do mercado global desse segmento.