O que é dermatite atópica? Saiba mais sobre doença que é desconhecida por 41% dos brasileiros

Doença comum na pele, a dermatite atópica é desconhecida por 41% dos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Ipec (ex-Ibope). A DA, como é chamada, é genética e crônica, caracterizada por pele seca, lesões que coçam muito e crostas, mas é confundida com uma alergia por 36% dos entrevistados. De acordo com o levantamento, 60% dos brasileiros têm informações equivocadas e insuficientes sobre os sintomas da doença.

Para o dermatologista Caio César Siqueira Formiga, o ciclo de desinformação em torno da dematite atópica dificulta o diagnóstico precoce e a busca por tratamento. “A maioria dos pacientes tem predisposição genética ou alguém na família com esse problema e começa a apresentar os sintomas nos primeiros anos de vida”, afirmou.

“Mas é possível controlar com os cuidados adequados, e frequentemente esse controle é mais fácil com o avançar da idade”, acrescenta.Especialistas recomendam manter continuamente a pele hidratada.

Embora a doença não seja contagiosa, 21% dos entrevistados no levantamento afirmam acreditar no contágio por meio das lesões, relações sexuais e até por transfusão de sangue. Mesmo informados que a enfermidade não é contagiosa, 14% ainda declaram ter medo do contato com pacientes com lesões aparentes.

UFMG quer testar em 2025 vacina anticocaína em humanos

As primeiras reações do organismo à cocaína são de excitação, euforia, autoconfiança. Com o uso contínuo, elas dão lugar a depressão, irritabilidade e isolamento. A excitação causada pela droga é justamente o que a vacina Calixcoca, em desenvolvimento por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pretende bloquear. A meta é ser o primeiro imunizante terapêutico específico contra dependência de cocaína.

Após experiências bem sucedidas em cobaias na etapa préclínica, os cientistas esperam iniciar testes com humanos em 2025, assim que obtiverem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Especialistas veem desafios ao projeto, diante da dificuldade de ter em humanos os mesmos resultados que em animais. Também citam fracassos em tentativas similares nos EUA. No mundo, o cultivo de coca cresceu 35% entre 2020 e 2021, segundo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. E a cocaína foi a droga estimulante mais usada no período. “Dos que consomem cocaína, um em cada quatro se tornará dependente”, diz Frederico Garcia, que lidera a pesquisa.

A expectativa é de que a vacina também funcione para o crack, produto mais barato que se espalha pelas grandes cidades e agrava o problema das cracolândias, como no centro de São Paulo.

FT: Publicis pagará US$ 350 milhões para resolver caso de crise de opióides nos EUA

O grupo francês de propaganda Publicis pagará US$ 350 milhões a estados dos Estados Unidos para por um fim a alegações de que o trabalho de sua divisão de saúde agravou e lucrou com a crise dos opióides na América.

O acordo, anunciado na noite de quinta-feira, é o primeiro firmado por promotores dos EUA com uma agência de propaganda por seu suposto papel na crise dos opióides, que matou centenas de milhares de pessoas nas duas últimas décadas e dizimou muitas comunidades.

A Publicis Health, uma divisão da agência listada na Bolsa de Valores de Paris, trabalhou com a fabricante de opióides Purdue Pharma de 2010 a 2019, criando campanhas publicitárias e materiais de promoção de opióides como OxyContin, Butrans e Hysingla.

“Durante uma década, a Publicis ajudou fabricantes de opióides como a Purdue Pharma a convencer médicos a receitar opióides, alimentando diretamente a crise dos opióides e causando devastação em comunidades do país todo”, disse em um comunicado a procuradora-geral de Nova York Letitia James, que liderou uma coalizão de 50 procuradores-gerais estaduais na ação contra a Publicis.

A Publicis disse que o acordo “não é de forma alguma uma admissão de irregularidades ou responsabilidade. Iremos, se necessário, nos defender contra qualquer litígio que esse acordo não vier a resolver”, acrescentou a companhia.

Análise: Na caçada aos jabutis, Haddad encontra caminho menos espinhoso

Estudos divulgados em 2023 pelo Ministério do Planejamento mostraram que as isenções da cesta básica e dos medicamentos, dois gastos tributários elevados, não estavam dando o melhor retorno possível à sociedade. Nos dois casos, constatou-se que as principais beneficiadas por essas políticas são as pessoas de renda mais elevada, pois consomem mais.

Do ponto de vista de justiça social, apontaram os estudos, seria melhor cobrar os impostos e usar o dinheiro num programa de cashback para famílias mais pobres e para reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS). Na reforma tributária, nada disso prosperou. Foi mantida a isenção da cesta básica. Medicamentos terão alíquota reduzida.

Cimed estreia no segmento de estética e projeta faturamento de R$ 1 bilhão com linha completa

A Cimed, terceira maior farmacêutica do país em volume de vendas do Brasil, anuncia oficialmente sua estreia no segmento estético com o lançamento da marca MILIMETRIC PRO, que será vendida exclusivamente para profissionais, com aplicação em consultórios e clínicas especializadas. Com a marca, a empresa visa faturar R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos. A companhia realizou na sexta-feira (26) um evento de lançamento em seu escritório, em São Paulo, direcionado para profissionais de saúde, com palestras e workshops para aplicação do produto.

A nova marca inicia com um portfólio completo de preenchedores injetáveis à base de ácido hialurônico e, nos próximos anos, também contemplará bioestimuladores de colágeno, fios de PDO e toxina botulínica. Nessa empreitada, a CIMED está investindo cerca de R$ 50 milhões, e estabeleceu parcerias na Coréia do Sul, país reconhecido mundialmente no mercado da beleza, para desenvolver e fabricar os produtos. Toda a linha será importada do país asiático, respeitando todos os padrões de qualidade farmacêutica da CIMED para comercialização no Brasil.

Foram três anos de preparação e desenvolvimento da marca até o lançamento. Com a nova categoria, a farmacêutica espera ampliar o faturamento da companhia em R$ 500 milhõe, apenas nessa primeira onda de lançamento.