“Não apoiamos a independência”, disse Biden aos repórteres no sábado, ao deixar a Casa Branca com destino a Camp David.
O comentário do presidente parece ter a intenção de atenuar as preocupações da China, que esperava que o atual vice-presidente de Taiwan, Lai Ching-te, não fosse eleito presidente. Lai, que manteve laços estreitos com os EUA, venceu Hou Yu-ih, candidato oposicionista do Partido Nacionalista, que havia prometido expandir o comércio e a diplomacia com a China.
A China há muito que afirma que a ilha de Taiwan é território seu. O presidente chinês, Xi Jinping, defende a unificação e recusa-se a descartar uma intervenção militar.
Os EUA têm tradicionalmente adotado uma política de ambiguidade estratégica, na qual reconhecem as reivindicações históricas da China à soberania sobre Taiwan e mantêm apenas relações não oficiais com Taiwan, ao mesmo tempo que prometem assistência de defesa à ilha. Ainda assim, as insinuações de Biden de que os EUA interviriam militarmente se a China invadisse Taiwan perturbaram a relação entre Washington e Pequim.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a eleição mostra a força do “robusto sistema democrático” de Taiwan e reiterou que os EUA “estão comprometidos em manter a paz e a estabilidade através do Estreito de Taiwan e a resolução pacífica das diferenças, livres de coerção e pressão”.
Os EUA trabalharão com Lai e todos os líderes partidários em Taiwan “para promover a relação não oficial de longa data” compatível com a política de Uma Só China dos EUA, disse ele num comunicado.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, pedirá a uma delegação de deputados que viaje para Taipei após a posse de Lai em maio, disse ele em um post no X, anteriormente conhecido como Twitter.
Fonte: Valor Econômico
