A Fenasaúde pede a mudança na fórmula usada para cálculo do reajuste que abarca cerca de 8 milhões de usuários de planos de saúde individual, contratos após janeiro de 1999
Por Beth Koike, Valor — São Paulo
12/06/2023 12h17 Atualizado há 23 horas
O reajuste de 9,63% para os planos de saúde individuais estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nesta manhã, ficou um pouco abaixo do previsto pelo setor.
A Abramge, associação das operadoras de planos de saúde, esperava por um aumento de 10,4%. O Citi estimava um reajuste de 10%. Entre os mais otimistas, havia expectativa de uma alta de 12% e já os mais pessimistas, esperavam 8%.
Segundo a Fenasaúde, o reajuste aplicado pela ANS é “descolado do avanço real de custos verificado no setor” porque não considera parâmetros importantes como a sinistralidade das carteiras, a diferença entre as carteiras das operadoras, regionalização de produtos, o fim da limitação de terapias e a velocidade da incorporação de procedimentos e medicamentos na lista de coberturas obrigatórias.
A Fenasaúde pede a mudança na fórmula usada para cálculo do reajuste que abarca cerca de 8 milhões de usuários de planos de saúde individual, contratos após janeiro de 1999.
“O índice definido pela ANS para 2023 reflete a variação das despesas assistenciais ocorridas em 2022 em comparação com as despesas assistenciais de 2021 de beneficiários de planos de saúde individuais e familiares”, disse Paulo Rebello, presidente da ANS.
Segundo a agência, para chegar ao percentual de 2023, foi usada a mesma metodologia que vem sendo aplicada desde 2019, que combina a variação das despesas assistenciais com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), retirando o item plano de saúde.
A Abramge, associação das operadoras de planos de saúde, esperava por um aumento de 10,4%
Fonte: Valor Econômico