Brasil ganha peso em índices globais de ações. O que falta para investimento mais forte voltar?
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O Aché Laboratórios Farmacêuticos foi pelo segundo ano consecutivo líder do ranking das companhias mais inovadoras do setor farmacêuticas e ciências da vida, segundo o anuário Valor Inovação Brasil 2023.
A companhia aplicou R$ 276 milhões em inovação em 2022, 80% a mais do que no ano anterior. Foram lançados 20 novos produtos no mercado, dos quais cinco na recém-criada unidade Biosintética Prescrição. Para este ano, segundo a empresa, estão previstos R$ 330 milhões para serem gastos em inovação e o lançamento de 67 novos produtos. “Investimos em diferentes iniciativas de inovação ao longo dos anos, visando manter um pipeline diversificado de projetos que cobrem distintas áreas terapêuticas e modelos de negócio”, diz o presidente do Aché, José Vicente Marino.
Além dos produtos destinados à prescrição médica, com maior foco em sistema nervoso central, cardiologia, gastroenterologia e oncologia, entre outros, Marino destaca os investimentos em estrutura laboratorial. No ano passado, por exemplo, foi inaugurado o InnovaTech Lab, localizado em Guarulhos. O laboratório é destinado a pesquisas, protótipos e aplicação de novas tecnologias farmacêuticas, visando agregar benefícios a medicamentos já conhecidos, garantindo maior eficácia e redução de efeitos colaterais.
Aché Laboratórios, Eurofarma Laboratórios, Roche Farma Brasil, Hypera Pharma e AbbVie são os destaques do setor no anuário Valor Inovação Brasil 2023
Em receitas, as vendas de genéricos para o varejo movimentaram R$ 8,8 bilhões, com alta de 16,5%
A empresa alcançou vendas de R$ 23,6 bilhões em 2022, alta de 31% em relação ao ano anterior. De acordo com o grupo, os lançamentos feitos há menos de 12 meses foram responsáveis por cerca de 30% do montante. Em 2021, já havia registrado um recorde de entregas de R$ 18,1 bilhões, um crescimento de 14,7% em comparação ao ano anterior (R$ 15,7 bilhões). São desenvolvidos mais de 4,5 mil novos produtos por ano.
Além de não utilizar animais em testes, a empresa desenvolve uma linha de produtos para veganos e novas ferramentas para apoiar o trabalho de consultoria de beleza
BNDES, Finep e Embrapii destinarão R$ 106 bilhões em quatro anos para financiar P&D, projetos e produção de bens para exportação.
A Prati Donaduzzi e a Universidade de São Paulo (USP) fecharam R$ 270 milhões para plataforma de alta complexidade para formulações e estudos clínicos sobre canabidiol (CBD), além de outros insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e medicamentos com ênfase no sistema nervoso central. A Romi, de bens de produção, contratou R$ 146 milhões para levar funcionalidades de indústria 4.0 a novos equipamentos.
OS EUA importaram US$ 6,95 bilhões em produtos farmacêuticos da China em 2022, um aumento de oito vezes em relação aos US$ 820 milhões do ano anterior
A venda de medicamentos fracionados pode se tornar obrigatória no Brasil. Um projeto de lei apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) determina que as farmácias fracionem os remédios a partir da individualização da embalagem para que eles sejam vendidos na quantidade estabelecida na prescrição médica. As informações são da Agência Senado.
De acordo com o PL 2.881/2023, as farmácias e drogarias serão obrigadas a fracionar os medicamentos a partir de embalagens especialmente desenvolvidas para essa finalidade. O objetivo, segundo a proposta, é atender a quantidade individualizada segundo as necessidades de cada receita. Assim, por exemplo, o consumidor que precisa tomar apenas quatro comprimidos de um determinado medicamento não vai mais precisar comprar uma caixa com seis ou mais cápsulas, evitando desperdício e gasto extra.
A indústria farmacêutica deverá se adequar às novas regras. Se o texto for aprovado e sancionado, as fabricantes e importadores de medicamentos terão o prazo de 12 meses para apresentar os medicamentos em embalagens fracionadas. Além disso, deverão assegurar as características e qualidades do produto original registrado, observadas as condições técnicas e operacionais.