Em receitas, as vendas de genéricos para o varejo movimentaram R$ 8,8 bilhões, com alta de 16,5%
Por Stella Fontes, Valor — São Paulo
01/08/2023 16h20 Atualizado há 17 horas
Com ritmo de vendas mais forte do que o visto no mercado farmacêutico em geral, os genéricos alcançaram participação de mercado inédita no primeiro semestre e já representam 36,6% das vendas de medicamentos, em unidades, no Brasil, segundo levantamento da PróGenéricos, que reúne os principais laboratórios que atuam nesse segmento.
Conforme dados compilados pela entidade a partir da base da IQVIA, que audita as vendas no varejo farmacêutico, as vendas de genéricos cresceram 3,67% nos primeiros seis meses deste ano, para 979,4 milhões de unidades. Em receitas, as vendas de genéricos da indústria para o varejo movimentaram R$ 8,8 bilhões, com alta de 16,5%.
“Os genéricos seguem apresentando um crescimento ininterrupto, desde que chegou ao mercado, em 1999”, diz em nota o presidente executivo da PróGenéricos, Tiago de Moraes Vicente. A associação estima para este ano crescimento de 7% a 8% em unidades comercializadas frente a 2022.
Enquanto as vendas de genéricos cresceram no semestre, a indústria no geral registrou queda de 0,65% em unidades comercializadas. Excluindo os genéricos, a performance do mercado de medicamentos foi ainda mais negativa, com queda de 2,97%.
Os genéricos seguem ganhando participação de mercado, em particular entre os medicamentos de uso crônico. Nos seis primeiros meses do ano, responderam por 74% das vendas de remédios para hipertensão, por 80,7% entre os produtos para colesterol e 27,6% entre os medicamentos para o controle da diabetes.
Conforme a PróGenéricos, a economia gerada pelos genéricos aos pacientes que optaram pelo produto chegou a R$ 19,6 bilhões de janeiro a junho deste ano, 14,15% acima do apurado no mesmo período de 2022.
“Estes números validam e certificam os genéricos não apenas como um negócio que deu certo, mas como política pública de acesso bem-sucedida”, ressalta Vicente. Desde que chegaram ao mercado, em 1999, os genéricos já proporcionaram uma economia total de R$ 260 bilhões, conforme a entidade.
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Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos — Foto: Divulgação/PróGenéricos
Fonte: Valor Econômico