Ozempic mostra promessa de sucesso em mais um tipo de tratamento

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou que, após os primeiros sinais de sucesso, vai interromper um estudo que analisa se o medicamento Ozempic pode ajudar no tratamento da insuficiência renal em diabéticos e pessoas com doenças renais crônicas.

A medida, segundo a companhia, é baseada em uma recomendação independente do Comitê de Monitorização de Dados (DMC, na sigla em inglês). A entidade aponta que “os resultados de uma análise interina cumpriram determinados critérios pré-especificados para interromper o ensaio precocemente em termos de eficácia”.

Iniciado em 2019, o estudo, intitulado FLOW, tem como principal objetivo demonstrar por meio do uso do Ozempic o atraso na progressão das doenças renais crônicas e reduzir o risco de mortalidade renal e cardiovascular nos dois grupos estudados.

Projeção do mercado para IPCA cai para 4,75% em 2023, no limite da meta, diz Focus

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira de 2023 caiu de 4,86% para 4,75% — topo da banda de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) —, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (16) com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Para 2024, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,88%. Para 2025, permaneceu em 3,50%.

Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas manteve-se em 11,75% no fim de 2023, 9,00% no de 2024 e 8,50% em 2025.

Base articula mudança na PEC do plasma

Uma das hipóteses em discussão é resgatar a redação original do texto, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Na versão de Trad, fica estabelecido que a produção de hemoderivados deverá ser direcionada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“A lei disporá sobre as condições e os requisitos para coleta e processamento de plasma humano pela iniciativa pública e privada para fins de desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de biofármacos destinados a prover o Sistema Único de Saúde”, dizia o texto original.

Na justificativa, o autor alegou que a matéria busca equacionar “o problema causado pelo desperdício de milhares de bolsas de plasma no Brasil”.

Já na versão aprovada pela CCJ, cujo relatório é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), consta que a produção de medicamentos será destinada a prover “preferencialmente” o SUS. Esse trecho foi muito criticado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por supostamente poder privilegiar o mercado externo.

O relatório de Daniella também incluiu a palavra “comercialização”. “A Lei disporá sobre as condições e os requisitos para a coleta, o processamento e a comercialização de plasma humano pela iniciativa pública e pela iniciativa privada, para fins de uso laboratorial, desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de medicamentos hemoderivados destinados a prover preferencialmente o SUS”, afirma o parecer da senadora.