Após lei, atendimentos por telemedicina crescem 172%

De 2020 até o final de 2022, foram realizadas 11 milhões de consultas via remota, segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que reúne 14 grupos de operadoras de planos de saúde. Em 2023, o número passou para 30 milhões de atendimentos, um salto de 172%.

E, para 2024, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, já alocou R$ 460 milhões para novos projetos envolvendo a saúde digital, segundo a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad. A expectativa é que mais 50 milhões de teleatendimentos ocorram ainda neste ano.

Uma das ações é o SUS Digital, lançado na última segunda-feira (8) em um evento para jornalistas sobre as ações para o fortalecimento da assistência prestada à população no Sistema Único de Saúde (SUS).

À Folha, Nísia Trindade, ministra da Saúde, disse que a pasta está empenhada na inovação em saúde como forma de garantir o acesso igualitário à toda a população dependente do SUS. “Nós temos trabalhado a visão mais abrangente de telessaúde, porque a telemedicina é vista muitas vezes como a consulta médica, e o conceito de telessaúde já vem sendo utilizado no ministério desde 2007, no primeiro governo do presidente Lula (PT).”

Enquanto a telemedicina se refere ao atendimento clínico ao paciente, a telessaúde pode ser definida como um conjunto de ações mais abrangente, envolvendo atividades educacionais, administrativas e outras atividades de saúde não clínicas, explica a ministra.

Veja o que levou o varejo a surpreender em fevereiro

“O que mais puxou o comércio em fevereiro foi o segmento farmacêutico, principalmente a parte de medicamentos, e os bens de uso pessoal e doméstico, com dois meses de crescimento forte. Essa atividade vem de base baixa de 2023, por causa da crise das lojas de varejo, que gerou fechamento de lojas físicas. E agora estamos vendo reabertura de lojas”, disse ontem o gerente da PMC, Cristiano Santos, ao apresentar os dados. Ele destacou também a mudança no comportamento do consumidor, que deixou de concentrar compras em itens básicos – como supermercado – e passou a diversificar mais.

Ozempic: órgão da Europa descarta ligação com suicídio

O órgão regulador de medicamentos da União Europeia anunciou, nesta sexta-feira (12), após uma investigação de nove meses, não encontrou evidências de que a semaglutida, classe de medicamentos para diabetes e perda de peso, esteja associada a pensamentos suicidas.

A mesma análise já havia sido descartada em estudo nos Estados Unidos.

A semaglutida é o composto presente no Ozempic e Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk.

Após revisar as evidências disponíveis, o Comitê de Avaliação de Riscos de Farmacovigilância da agência, responsável por monitorar os efeitos colaterais dos medicamentos, declarou que não há necessidade de atualizações nas informações dos produtos. Após o anúncio dessas descobertas pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos), as ações da Novo Nordisk, empresa farmacêutica dinamarquesa, aumentaram quase 2%.

Indústria farmacêutica brasileira detém 33% do faturamento

As quatro representantes da indústria farmacêutica brasileira que encabeçam o ranking são responsáveis por 23% da receita gerada em farmácias. Mas enquanto Grupo NC e Eurofarma evoluíram dois dígitos – 13,4% e 11,1% – a Hypera Pharma teve o tímido incremento de 7,8%.

A Hypera, aliás vem convivendo com incertezas, especialmente após a queda na lucratividade no ano passado. Só nos últimos três meses de 2023, a receita líquida caiu 13%, o que teria sido reflexo do recuo nas vendas de antigripais e analgésicos. A oscilação que afetou o varejo, com escassez de crédito para redes pequenas e médias, também teria comprometido a formação de estoque.

Enquanto isso, a Eurofarma aproxima-se da segunda colocada. Seu desempenho teve como principais âncoras as unidades de prescrição, em especial de medicamentos oncológicos, genéricos e OTC. As aquisições de marcas e licenças da Sanofi concretizadas no segundo trimestre de 2023 – além da Genfar, Valda e Medimetriks – agregaram R$ 389 milhões à receita líquida.

Já o Aché, cuja alta foi de apenas 2,4%, procura apostar em parcerias com universidades e startups na busca por medicamentos inovadores que a diferenciem da concorrência. O programa Biosphera, um de seus braços de inovação aberta, tem nove projetos no pipeline.

Fujifilm investirá R$ 23 bilhões em setor farmacêutico

O setor farmacêutico ganha cada vez mais os olhares da Fujifilm. A multinacional anunciou investimentos de 700 bilhões de ienes (cerca de R$ 23 bilhões) para ampliar a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos na Europa, Japão e nos Estados Unidos. As informações são do Valor Econômico.

A empresa é especializada na produção de produtos biofarmacêuticos utilizados para o tratamento de células cancerígenas. Sintetizados quimicamente, esse medicamentos são produzidos a partir de técnicas avançadas de engenharia genética, que requerem elevados investimentos em instalações de ponta.

Em 2022, a operação da empresa nessa área do setor farmacêutico foi considerada a quarta melhor do mundo. Com esses novos investimentos, a multinacional acirra a concorrência com a suíça Lonza, a chinesa Wuxi Biologics e a sul-coreana Samsung Biologics.