Medicamento reduz em 25% risco de recorrência de câncer de mama em estágio inicial

O medicamento contra câncer de mama Kisqali, da Novartis, reduziu o risco de recorrência em pouco mais de 25% em um teste crucial em mulheres diagnosticadas em estágio inicial, posicionando a farmacêutica suíça para conquistar novos pacientes e desafiar a forte rival Eli Lilly.

A empresa disse nesta sexta-feira (2) que a redução relativa do risco de recorrência do câncer foi de 25,2% e que os resultados foram amplamente consistentes, independentemente do estado de menopausa ou progressão do câncer dos pacientes.

O Kisqali foi usado no estudo junto com a terapia endócrina padrão para tratar um tipo de câncer que cresce em resposta a hormônios e foi comparado a esse tratamento isoladamente.

Pesquisa avalia redes sociais da indústria farmacêutica

As redes sociais da indústria farmacêutica global estimularam a agência Ogilvy Health a elaborar uma pesquisa inédita. O estudo avaliou os laboratórios que apresentam maior nível de maturidade nessas mídias, considerando não somente o engajamento digital, mas principalmente as estratégias para mobilizar seus seguidores e as comunidades onde atuam.

O relatório, também divulgado pelo Fierce Pharma, apontou Bristol Myers Squibb (BMS), Boehringer Ingelheim e Roche como as farmacêuticas mais maduras na rede social.

A agência avaliou o uso da mídia social por dez empresas com base no fluxo de postagens no Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e LinkedIn entre 2021 e 2022. AstraZeneca, Bristol Myers Squibb, Boehringer Ingelheim, Gilead Sciences, GSK, MSD, Novartis, Pfizer, UCB e Roche foram classificadas em uma escala de pontuação até 30.

A norte-americana Bristol Myers Squibb ficou em primeiro lugar com uma pontuação de 20,6, seguida de perto da farmacêutica alemã Boehringer, com 20,3. Fechando o top 3 vem a Roche, com 19,5.

Fracionamento de remédios volta à pauta do Senado

O fracionamento de remédios volta à pauta do Senado Federal. O parlamentar Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou nesta semana a apresentação do PL 2881/2023, que propõe a venda obrigatória de medicamentos por meio desse sistema.

As informações são da Agência Senado. Viana ressalta que a RDC 80/2006 da Anvisa, embora permita a prática do fracionamento, “não pegou porque, na verdade, abriu a possibilidade, mas não tornou o fracionamento obrigatório”.

“Com alguma frequência nos deparamos com esta realidade: o médico prescreve sete dias de tratamento com dois comprimidos por dia. Mas, ao comprar o medicamento, a caixa é vendida lacrada com 25 comprimidos, ou seja, muitas vezes pagamos pela quantidade de que não precisamos”, argumenta.

O senador afirma ainda que a indústria farmacêutica acondicionaria o medicamento em uma embalagem fracionável desenvolvida para esse fim, com aprovação da agência sanitária. “Contudo, nem todas as apresentações farmacêuticas podem ser fracionadas, como cápsulas e comprimidos de dosagem única”, pondera.

Na sua visão, o custo-benefício do fracionamento favoreceria o consumidor e também os cofres públicos, contribuindo para estancar a alta inflacionária. Mas quem atua no setor contesta esse argumento.

Indústria de cosméticos pode crescer R$ 35 bi com IA

A indústria de cosméticos pode movimentar R$ 35 bilhões a mais com uso de recursos de inteligência artificial (IA). É o que aponta um estudo da startup Cogtive, que desenvolve software para melhoria dos processos produtivos na manufatura.

O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de cosméticos em todo o mundo, de acordo com o Panorama Setorial 2023 da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). No entanto, há um potencial subaproveitado entre os fabricantes do setor.
Esse potencial desperdiçado se refere ao que o estudo denomina de capacidade oculta. “Importante pontuar que não estamos falando de capacidade ociosa, que é aquela medida a partir da capacidade instalada e seu efetivo uso. Estamos falando de uma capacidade que o setor industrial desconhece, mas que está lá para ser explorada, com recursos de inteligência artificial e internet das coisas (IoT) que softwares de gestão fabril proporcionam. Não se trata de diferencial, é imperioso”, assinala o CEO da Cogtive, Reginaldo Ribeiro.

O estudo da Cogtive foi elaborado a partir de artigo da consultoria norte-americana McKinsey & Company, acerca do conceito de capacidade oculta e de como identificá-lo. O levantamento traz também a capacidade oculta da indústria brasileira como um todo, que seria da ordem de R$ 500 bilhões anuais.

Parceria com a Fini e foco em genéricos: a estratégia de crescimento da Cimed

O plano de médio prazo da farmacêutica Cimed é alcançar um faturamento de R$ 5 bilhões até 2025. Para chegar lá, a empresa aposta em duas grandes frentes: 1) genéricos; e 2) parcerias e cosméticos. Até agora, o plano tem tido sucesso.

A mais recente evidência disso foi o lançamento (e sumiço das prateleiras) de uma linha de produtos do seu hidratante labial em parceria com a fabricante de doces Fini. “Estamos trabalhando 24 horas por dia para abastecer os pontos de venda. Mas o produto chega na farmácia e esgota em pouco tempo”, comemora João Adibe Marques, CEO da Cimed, que deu entrevista por telefone, da Coreia do Sul, para a reportagem de InfoMoney.

Mounjaro mantém perda de peso por mais de 70 semanas

O Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, não tem previsão de chegar às prateleiras no Brasil. O pedido de registro está em análise pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas não há detalhes sobre o andamento.

A agência afirmou à Folha que “não é possível antecipar outras informações antes da conclusão do processo”.

A farmacêutica Eli Lilly, responsável pela produção do medicamento, declarou também não ter previsão de finalização do processo que autorizaria o fármaco no país. O pedido foi submetido à Anvisa para o tratamento de diabetes tipo 2.

“Tendo a aprovação regulatória, o medicamento segue para o processo de precificação pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos)”, afirma a empresa.

O medicamento injetável, aprovado nos Estados Unidos e na Europa para tratamento de diabetes, é utilizado de forma off-label para perda de peso no exterior.Estudo mostra efeitos inéditos de medicamento no tratamento da obesidade

HC inaugura ambulatório para dependentes de opioides

O Hospital das Clínicas de São Paulo acaba de inaugurar o primeiro ambulatório do país destinado ao tratamento de dependentes de opioides, medicamentos com efeitos analgésicos e sedativos que, quando usados indevidamente, podem levar ao vício.

A proposta é que o local receba tanto pacientes que se tornaram dependentes após tratamentos prescritos por médicos quanto aqueles fazem uso recreativo dessas substâncias.

Instalado no Instituto Perdizes do HC, na zona oeste de São Paulo, o serviço reúne especialistas em psiquiatria, em psicologia e no manejo da dor. O local não tem pronto-socorro.

Disputa sobre patentes de medicamentos pode custar R$ 7 bi

Consumidores podem ser obrigados a ter que desembolsar R$ 7 bilhões a mais na compra de medicamentos se os prazos de patentes forem estendidos. A estimativa consta em pesquisa realizada pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), encomendada pela FarmaBrasil e divulgada ontem.

O valor leva em consideração nova investida das indústrias na Justiça, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter, em 2021, vedado a extensão de patentes por atraso na sua concessão. Nesse novo cenário, a previsão de gasto para o SUS é de R$ 1 bilhão.

Agora, as indústrias pedem mais prazo como indenização pela demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em conceder os registros. A duração de uma patente pode ficar ainda maior, na comparação com a regra derrubada pelo Supremo.

Se prevalecer o novo pedido nas ações judiciais, a média de extensão será de sete anos – com mínimo de um ano e nove meses e máximo de 12 anos e três meses. Pela regra anterior, analisada pelos ministros, seria de 4 anos.

Nos pedidos, as farmacêuticas alegam que os prazos de patentes devem ser ajustados e prolongados com base em alguns institutos existentes no exterior e citados em votos no STF, mas que não embasaram a decisão. O entendimento dos ministros foi firmado apenas com base na Lei de Propriedade Industrial.

ABF e Unimed-RS farão residencial para idosos

A Unimed-RS será parceira da incorporadora ABF Developments, de Porto Alegre, em um residencial para idosos na cidade.

A empresa de saúde vai ser responsável pela operação do empreendimento, com serviço de hotelaria hospitalar, e também participa da concepção e da construção, por meio da RS Empreendimentos, sua empresa de investimentos. A RS tem 55% da Sociedade de Propósito Específico (SPE) e a ABF 45%.

Segundo Geison Tremea, superintendente-executivo da Unimed-RS, a RS foi criada para atuar em negócios não diretamente ligados a planos de saúde. É o primeiro investimento da companhia.

O prédio, que deverá ser lançado em março de 2024, terá elevador para macas, ponto de apoio de enfermagem em cada andar, piscina aquecida, restaurante e cinema.

Relatório da reforma tributária terá IVA dual, alíquotas múltiplas e 4 regimes

O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), chegou a defender algumas vezes que o melhor modelo é um IVA único para União, Estados e municípios. Mas os 12 integrantes do GT decidiram em reunião na quarta-feira que politicamente é mais viável um IVA duplo – um federal e outro estadual/municipal. A legislação, contudo, será uma só para todo o país e a arrecadação deve ocorrer numa agência nacional centralizada tripartite.

A reunião com Haddad também pode indicar o prazo de transição da reforma, hoje entre seis e dez anos para os contribuintes, mas isso ainda não está certo e pode ser outro tema que ficará para o substitutivo. Há duas possibilidades: um mais curto, de seis anos, com o governo precisando gastar mais para compensar as empresas pelo fim de seus incentivos fiscais, ou outro mais longo para que esses benefícios sejam convalidados pela PEC e extintos ao longo do tempo. A tendência é que, se o tema entrar no relatório de agora, seja esta segunda opção.

O relatório também dirá que o IVA não terá uma única alíquota, mas não vai citar por enquanto quantas serão, os valores e nem quais setores terão tratamento diferenciado. Isso ficará para o substitutivo ou até para o projeto de lei complementar, segundo fontes. O texto vai propor o “cashback” (devolução de impostos), mas sem detalhar o funcionamento e público-alvo.

Quatro setores terão regimes especiais de pagamento do IVA: os combustíveis terão cobrança monofásica, nas refinarias, e não ao longo da cadeia produtiva para evitar sonegação; o sistema financeiro e o setor de seguros terão pagamento sobre seus ganhos globais e não sobre cada operação para que não ocorra aumento de custos em toda a economia; e a construção civil terá um modelo próprio de tributação.

O documento ainda incorporará a sugestão da PEC 110 de cobrança de IPVA para embarcações de luxo e aeronaves, mas falta decidir quem ficará responsável, se a União ou os Estados. É uma forma, segundo os deputados, de já sinalizar a intenção de tratar também dos impostos sobre a renda e patrimônio, que são uma segunda etapa da reforma.