Pague Menos – Divulgação de Resultados 2T23

DESTAQUES 2T23:

Expansão de receita bruta em Pague Menos standalone de 11,6% (+35,9% no Consolidado);

Crescimento orgânico acima do mercado, com incremento de share em todas as regiões;

Crescimento de 60,9% nos canais digitais (11,4% das vendas consolidadas);

Mais de 1 milhão de atendimentos no Clinic Farma (+134% vs. 2T22);

Sinergias com Extrafarma totalizando R$ 100 milhões em bases anuais;

Aceleração no giro de estoques, com PME em 120 dias (redução de 9 dias vs. 1T23);

Aumento de capital privado de até R$ 533 milhões.

Pague Menos aumenta capital em até R$ 400 mi para reduzir endividamento; rede cortará investimentos

O Conselho de Administração da Pague Menos aprovou hoje aumento do capital da companhia, no valor de até R$ 400 milhões, mediante subscrição privada, de novas ações ordinárias, com intuito de reduzir a pressão do endividamento sobre a varejista. A compra da Extrafarma, em 2021 antes controlada pela Unipar, teve efeito no aumento da dívida bruta da companhia no segundo trimestre.

Há uma segunda parcela da compra da rede de farmácias a ser paga em agosto, com recursos já captados (R$ 350 milhões) no mercado entre abril e junho.

Para a capitalização em andamento, a empresa conta com o compromisso de adesão de 82% da base acionária (fundadores e General Atlantic). O valor poderá ainda ser acrescido em R$ 133 milhões futuramente, a depender do exercício de bônus de subscrição. É o segundo aumento de capital na companhia no ano.

Além disso, investimentos estão sendo reduzidos, haverá monetização de créditos fiscais para a entrada de recursos em caixa e despesas estão sendo cortadas, diz o grupo em balanço publicado ontem, relativo aos números do segundo trimestre.

Técnica transforma paracetamol em sedativo para intubação

Comprimidos de paracetamol estocados em grandes quantidades e até vencidos podem virar insumo para a fabricação de propofol, fármaco utilizado como sedativo durante o processo de intubação em hospitais – o que evitaria sua escassez durante crises sanitárias como a da Covid-19.

O procedimento, desenvolvido na Universidade Federal do ABC (UFABC) e publicado na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering, é simples, eficaz, sustentável e pode ser reproduzido pela indústria em larga escala.

Insumo farmacêutico comum e abundante, não é incomum que o paracetamol sobre nos estoques de hospitais e nas prateleiras de farmácias. Quando a data de vencimento chega, o produto é simplesmente descartado.

Novo remédio para ejaculação precoce já é vendido no Brasil; veja como funciona e riscos

Um novo remédio indicado para a ejaculação precoce aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no ano passado teve seu preço máximo definido para os consumidores e já é comercializado no Brasil. Segundo a Farmoquímica, que o produz, ele está sendo vendido no país desde fevereiro deste ano e custa cerca de R$ 55 para uma caixa com seis comprimidos.

O medicamento em questão é o Prosoy. A autorização do remédio pela Anvisa ocorreu em março de 2022, mas ele só começou a ser vendido quase um ano depois, em fevereiro deste ano, segundo a farmacêutica.

Rotulagem de medicamentos tem normas atualizadas

A rotulagem de medicamentos passou a vigorar com normas atualizadas. A diretoria da Anvisa aprovou mudanças na resolução, com o objetivo de conferir mais transparência às informações dos remédios na embalagem e incentivar o consumo racional. As mudanças integram o processo de modernização do marco regulatório encabeçado pela autarquia.

Segundo a Agência Brasil, os medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs) terão a classe terapêutica e a indicação na parte da frente da embalagem, de modo a facilitar a visualização pelo consumidor.

A quantidade total de medicamentos presentes na caixa também ficará na frente da embalagem. “Com intuito semelhante, foi permitida a colocação da quantidade total do medicamento na face frontal da embalagem, podendo auxiliar o cidadão na comparação de preço dos produtos, sem, no entanto, causar prejuízo para a compreensão das informações relacionadas ao uso seguro do medicamento”, informa nota da Anvisa.

Anvisa proíbe suplementos para problemas de visão

A Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e o uso de três suplementos irregulares com indicação para problemas de visão. Os produtos são das marcas Visipro, Sulinex e Ocularis e eram divulgados irregularmente em sites da internet, com indicação para tratamento como catarata, glaucoma, degeneração macular, entre outros.

Marca própria das farmácias estreia no top 100 de vendas

A marca própria das farmácias brasileiras pede passagem e, pela primeira vez, divide espaço com fabricantes tradicionais no ranking de venda de produtos no PDV. Cinco grandes redes estão no top 100 em unidades, sendo que quatro já movimentam três dígitos em faturamento.

Os dados da Close-Up International levam em conta os últimos 12 meses até junho e consideram inclusive as marcas próprias de medicamentos comercializadas até o veto da Anvisa, em dezembro do ano passado.

A Raia Drogasil (RD) figura na 23ª posição em volume, com 86,1 milhões de unidades vendidas, bem à frente do Grupo DPSP, Pague Menos e Panvel e Drogaria Araujo. Juntas, essas empresas respondem por 5% dos mais de 151 milhões de itens que saíram das prateleiras no período.

Cellera mira R$ 1 bilhão com medicamento blockbuster

A Cellera Farma acaba de anunciar a aquisição do registro do Tylex, medicamento que é um dos líderes de vendas no combate à dor. Com o direito de uso válido para o mercado brasileiro, a farmacêutica nacional projeta chegar a R$ 1 bilhão de receita líquida até 2026.

A empresa fechou 2022 com faturamento de R$ 416 milhões e espera chegar ao fim de 2023 com avanço em torno de 20% e acima de 50% em 2024.

“É uma parceria primordial para nossas metas de negócios. Queremos estar entre as 30 maiores companhias da indústria farmacêutica no país e, então, partir para a abertura de capital”, enfatiza Omilton Visconde Jr., sócio e CEO da Cellera Farma. Hoje, a companhia ocupa a 38ª posição setorial, de acordo com a Close-Up International.

A partir deste mês, a Cellera passa a produzir o medicamento em sua fábrica na cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Com isso, a farmacêutica espera ampliar em média 10% ao ano o volume de vendas da marca no país.