O alerta sobre ‘uso excessivo’ de melatonina por crianças

No ano passado, a Academia Americana de Medicina do Sono emitiu um alerta de saúde sobre o uso de melatonina por jovens.

A entidade apontou que os pais deveriam consultar um médico antes de administrar esse suplemento às crianças.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu recentemente a circulação de um medicamento com melatonina que prometia ajudar as crianças a dormirem.

A melatonina é um hormônio produzido no cérebro que regula o ciclo do sono de uma pessoa.

É um dos suplementos mais comuns que os pais nos EUA dão aos filhos, de acordo com a Harvard Health, publicação da escola de medicina da Universidade Harvard (EUA).

Nos Estados Unidos, a melatonina é considerada um suplemento dietético – ao contrário de muitos países, onde é classificada como medicamento – e pode ser comprada sem receita médica.

Opioides: qual é o cenário brasileiro de consumo da droga?

No Brasil, os opioides já circulam no mercado paralelo ilegal — fora das mãos de pacientes com prescrições adequadas e do ambiente hospitalar.

Em 2019, uma pesquisa feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostrou que 4,4 milhões de brasileiros já utilizaram opioides sem prescrição médica.

Isso acende um alerta para que as autoridades ajam preventivamente, impedindo a popularização do uso indevido desses medicamentos e evitando um cenário semelhante ao vivenciado nos Estados Unidos.
De acordo com os especialistas entrevistados pela BBC News Brasil, atualmente, nosso país apresenta duas realidades distintas no que diz respeito a medicamentos opioides.Oregon, nos EUA, sofre com crise de opioides

Por um lado, o Brasil é conhecido por ter “um manejo ruim da dor”, prescrevendo poucos medicamentos desse tipo para pacientes que realmente precisam, incluindo pessoas com dor crônica, como alguns pacientes oncológicos, ou que estão se recuperando de traumas físicos como cirurgias extensas.

“Há uma década o Brasil era internacionalmente criticado pelo baixo uso de opioides para o controle da dor. Nos anos recentes os números melhoraram bastante, felizmente, já que são remédios essenciais quando há indicação correta de uso”, descreve Claudio Fernandes Corrêa, mestre em neurocirurgia pela Unifesp e especialista em dor pela AMB (Associação Médica Brasileira).