Apesar de queda na população em geral, cresce morte de crianças e adolescentes
Alta de óbitos entre 0 e 14 anos pode ainda ser resquício da pandemia; aumento foi maior entre crianças de 1 a 4 anos
egundo as informações do SIM, os óbitos causados por doença respiratória (gripe, pneumonia, bronquiolite, asma, entre outras) corresponderam a mais de 60% da diferença do total de óbitos nessa faixa etária entre 2021 e 2022.
“Considerando que a vacinação de crianças e adolescentes brasileiros contra covid-19 se deu bem depois da vacinação dos adultos, e que, portanto, eles demoraram mais a completar o esquema vacinal, é possível que a doença tenha contribuído fortemente para esse quadro”, sustentaram os especialistas. De acordo com a pesquisa, em 2022 foram registrados 1.524.731 óbitos no Brasil – 15% a menos do que o ocorrido no ano anterior, auge da crise do coronavírus. Em 2021, a pesquisa havia registrado 1.786.347 mortes, o maior número já registrado desde o início da série histórica, em 1974, um dado significativo sobre o impacto da pandemia no Brasil, um dos países mais atingidos pela covid.